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sexta-feira, 1 de março de 2013

[Boletim 72] - Noite após Noite... Palavras... Provocação...





 
 


Noite após Noite...


Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® – Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
[Rascunho guardado por 7 anos]
Poesia atualizada em: 31/agosto/2009


Noite após noite...
No silêncio de meu quarto,
Imagino ter-lhe ao meu lado,
Fazer das fantasias realidade,
Porém deito nesta cama vazia,
Neste espaço inerte,
Neste ambiente sem magia,
Reviro-me em busca do sono,
Preso em sensações,
Em sentimentos e sem amante,
Toco em meu corpo...
Imaginando serem suas mãos,
Busco teu calor reconfortante,
Perco a razão,
Pareço enlouquecer,
Mas digo a mim, não devo morrer,
Penso que para tudo há um poder,
Logo serei recompensado,
Numa madrugada qualquer,
Você virá sem eu esperar,
Chamará pelo meu nome,
Meu corpo realmente tocará,
Na realidade me possuirá,
Dirá aos meus ouvidos,
Enquanto toca em meu corpo,
Vim para lhe amar...
Noite após noite.



  



Palavras...


Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 21/setembro/2004


P assam...

       A usentam,

                   L ibertam,

                          A liviam,

                                      V iolentam...

                                                 R evoltam,

                                                             A judam,

                                                                      S alvam.


 
  


Provocação...


Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® – Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 05/setembro/2008


És...
Pele da minha pele,
Tez macia e desnuda,
Excitante provocação,
Gestos e carícias;

Ora meiguice...
Ora malícia...
Tortura aos meus olhos,
Feitiço de minh'alma,
Desatino dos meus pensamentos;

Assim...
Entrego-me a teus lábios,
Meu corpo em teu corpo,
Da noite para a madrugada,
Muito mais que amor.




sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Espaço Homenagem Viva: [José Antonio Jacob...]





Homenagem Viva






 







Faltas e Demoras
José Antonio Jacob
Juiz de Fora - MG

Tu que andas nesta vida sem saber
Por que vives e sonhas e ainda ignoras
Que a minha alma te segue pelas horas,
Como a luz que acompanha o Amanhecer.

Não disfarces assim tuas auroras,
Pois que finjo de mesmo eu compreender
As razões dessas faltas e demoras
E do mal que isto está a me fazer.

Não vês que a dor que sinto é insanidade,
Qual doença que se instala e não desiste
De alastrar-se nas almas onde invade?

Esse amor que desejo, se ele existe,
Deve estar muito longe e muito triste
Ou deve ser então uma saudade...










Silêncio em Casa
José Antonio Jacob
Juiz de Fora - MG

Quando eu a beijava timidamente
Ela fremia o rosto, emocionada,
E dizia uma frase delicada
Para o nosso namoro adolescente.

Depois o nosso amor ficou frequente
E ela, com a voz ávida e molhada,
Falava-me em dialeto diferente
Malícias de mulher apaixonada.

Um dia veio um tempo de descrença,
Deixando em nossa casa a indiferença
E o amor não teve mais razão de ser.

Restou-nos um silêncio reticente...
E sempre que nos vemos frente a frente
Não temos nada mais a nos dizer.










Almas sem Flores
José Antonio Jacob
Juiz de Fora - MG

Tenho tido a tristeza do meu lado
E os olhos cheios de visões de outrora,
Com fantasmas que chegam do passado
E entram por minha porta em qualquer hora.

Eles trazem um vento desolado,
E assim, tal qual o inverno que demora,
Esses duendes, que custam ir embora,
Zombam de mim... E eu fico mais calado...

Uns vestem-se de reis, outros esmolam,
Outros tantos se esmurram que se esfolam,
Que ao andarem o mal rasteja atrás.

Eu tenho a casa cheia com as dores
Dessas almas, que nunca deram flores,
Eu tenho apenas isso... Nada mais!










Porta-retratos
José Antonio Jacob
Juiz de Fora - MG

Vivemos em distancias sem medida,
Depois do agora existe o além do após,
As horas estão sempre de partida
E nada volta inteiro para nós.

O Amanhã é uma crença indefinida,
[Não há ninguém que escute a mesma voz?]
O Tempo passa os dias com a Vida
A nos fazer de filhos, pais e avós...

Por isto flerto os seus olhos abstratos,
Que me espreitam da estampa do papel
Pelos vitrais do seu porta-retratos...

Preciso ir ao infinito lhe encontrar!
Vou entrar nestes olhos para o céu
E nunca mais voltar do seu olhar!









A saudade sempre pede mais
José Antonio Jacob
Juiz de Fora - MG

A saudade que agora me procura
É como a brisa que vem lá de fora,
Rompendo a madrugada e abrindo a aurora
Do meu olhar descrente de ventura.

Mas a dor que me aflige é uma ternura,
Pois que ela é teu pedaço que aqui mora
E só ponho no olhar minha amargura
Quando a tua lembrança vai embora.

A dor ofende igual uma saudade:
Quando a dor incide a saudade invade,
As duas se assemelham, são iguais!

A saudade nos fere e dói demais...
E a dor magoa a gente sem piedade,
Porque a saudade sempre pede mais!








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