
Minha ruína...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 09/março/2014
Há cravado em minha pele um sentimento que me aniquila,
Cerceia o meu viver dia a dia consumindo todas as minhas energias,
Faz do meu ser um templo repleto de pedaços, sem pedra sobre pedra,
Faz do meu corpo um rio de água ruim, parada e imprópria;
Sensações incompletas que roubaram e ainda roubam o meu viver,
Desejos de felicidade destruídos por constante negligência, quase abandono,
Um gostar metade onde pouco ou nada havia o corresponder,
Havia sim um enganar das emoções que buscavam a verdade;
Há cravada em minha pele um sentimento que me aniquila,
Perdi a conta de quantas apunhaladas eu já desferi ao meu coração,
Sangra a beira da morte, mas permanece vivo e preso ao passado;
Sensações incompletas que roubaram e ainda rouba o meu viver,
Escraviza-me a saudade, as lembranças e as lágrimas constantes,
Tudo o que me ‘alimenta’ é a prisão na qual eu mesmo criei minha ruína...

O que fizemos de nós...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 12/março/2014
Não sei mais! Onde andará você...
Porque todo este silêncio,
Porque não me responde,
Porque insistir neste distanciamento;
Fui-te constante, até nos sentimentos,
Vivia da tua energia a qual me supria,
Absorvia do teu perfume ao qual me enfeitiçava,
Onde erramos para o hoje ser um abismo?
Não sei mais! Onde andará você...
Antes era a luz que me acompanhava,
Agora se faz a escuridão que me consome,
Abandono-me a própria ou nenhuma sorte;
Fui-te constante, até nos sentimentos,
Hoje nada mais me completa, alimento-me da solidão,
Vivo a míngua da saudade que se faz minha prisão,
Dia e noite pergunto-me: o que fizemos de nós...
Nem sei quem sou...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 16/março/2014
Venho das manhãs d’um passado turbulento,
Venho de dias que sempre desejei o esquecimento,
Sou prisioneiro de lembranças, hoje quase loucura,
Confundem o meu pensar impedindo-me de crer,
Venho das manhãs d’um passado turbulento,
Experiências as quais só eu sei o que vivenciei,
Raízes sem ramos e sem flores, contudo bem vivas,
Dores que nunca se libertaram do corpo e da mente;
Sou feito de mágoas e desconfianças, filho do abandono,
Tive o que imaginava ter por curto período, família,
Depois ficou evidente o pouco caso e o interesse,
Era apenas o objeto de cobiça, o portador de bens;
Sou feito de mágoas e desconfianças, filho do abandono,
Sou rude, sou avesso, sou cabreiro, quase bicho do mato,
Sou ressabiado de afeto e de carinho, já se fazem de mim perdidos,
Mas com certeza ainda em algum lugar repousa o amor...
Dependente tecnológico...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 18/março/2014
Através de suas ‘máscaras’ hoje a tecnologia se faz facilitar,
Porém ardilosa, age silenciosa ‘consumindo’ quem a usa,
Todo cuidado se faz pouco para não se permitir ao contaminar,
Inicia por afastar a pessoa da realidade que se vive,
Conduz sem que se perceba a individualidade que escraviza;
Transforma cada qual num dependente de ilusões,
‘Esfria’ o coração retirando as emoções e os sentimentos,
Engana aos olhos de quem vê, pois a visão da pele se faz física,
Retira assim do corpo matéria às sensações e ‘mecaniza’,
Distancia assim do olhar as amizades reais, o que dizer d’alma;
Transforma cada qual num dependente de ilusões,
Rouba o sorrir já não presente que antes havia na face,
Todo cuidado se faz pouco para não se permitir ao contaminar,
Substitui o contato físico, o olho no olho por mensagens;
Através de suas ‘máscaras’ hoje a tecnologia se faz facilitar,
Cerceia o conversar, o calor humano perdido numa ‘telinha’,
Consome, afasta, individualiza e escraviza tudo de imediato,
Quando menos se perceber até as lágrimas não terão mais sentido.