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domingo, 31 de outubro de 2010

[Boletim 16] - Nem Eu, Nem Você... Ferida... O que me restou... Náufrago... Olhos Apaixonados... Imprudência... Penso em ti e te espero...


Nem Eu, Nem Você...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 10/outubro/2009


Porque vivo ainda enfeitiçado por você?
Quem me dirá o que ainda não compreendo!
Permaneço como que aprisionado por este seu doce sorrir,
Sei que metade necessita desta tua ingenuidade,
Sei que metade necessita desta tua safadeza;

Lembranças as quais se fazem permanecer atuais,
Carícias que tenho consciência não foram esquecidas,
Manifestam-se ainda com mais vigor em minha pele,
Como se juntos estivéssemos dia após dia,
Há momentos de esquecimento, também de martírio;

Sonho sentir novamente teus lábios junto aos meus,
Teu corpo colado ao meu, quase em simbiose,
Boa música, taças de vinho, entre afagos intimidade,
Eu e você, longos olhares, uma vida em comum, nada mais,
Desejos sem realização, esperança sucumbida pela separação;

Serão sempre vivas as recordações gravadas em minha mente,
Uma tarde de sábado quando lhe vi pela primeira vez,
O mesmo brilho em nossos olhos transbordando alegria,
Um abraço, a mesma química, a mesma sensação - amor...
Vidas perdidas sem explicação, sem se saber o porque, nem eu, nem você.


. . . . . . . .


Ferida...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 09/março/2003


Por alguns dias sentirei a ferida das tuas últimas palavras,
Confesso que tentei não me lembrar do que ouvi,
Mas como controlar a perda, a sensação de impotência,
Como não se lembrar de alguém que se fez presente;

Será para mim a ilusão de um desejo,
Será para você a falta de coragem,
Como me disse mesmo! Covardia...
Eu sofro, você acredito muito mais;

Não posso mentir sobre o que sinto,
Carrego uma certa mágoa, uma tristeza em meu peito,
Encontrei em você um sentimento tão verdadeiro,
Como pode me trair e querer amizade;

Ofertei uma vez o meu perdão,
Não me peça pela segunda vez,
Bateste em meu rosto e não revidei,
Ofereci o outro lado e nem um afago sequer recebi;

Suportarei em silêncio esta dor,
Aprenderei a lhe esquecer,
A vida me mostrará outro caminho,
Ainda encontrarei a minha felicidade.


. . . . . . . .


O que me restou...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 11/março/2007


Desarmei-me para a tua chegada...
Acreditei que o amor reinaria,
Fiz-me como a um livro aberto,
Transparente e sem segredos,
Folhas de sinceridade e verdade, nada mais;

Deixaste em mim a lembrança do teu perfume,
A suavidade da tua pele no calor dos meus braços,
O desejo quase incontrolável de teus beijos,
Realidade e fantasia num mesmo ato, prazer,
Momentos únicos, fotografados pelas minhas retinas;

Permitimo-nos, entregamo-nos, sei que fomos conscientes,
Porém, hoje, no dia seguinte o que me restou foi à saudade,
Falhei comigo? Quem sabe falhamos conosco também!
Tudo voltou a ser como era...
Silêncio, solidão, a constante sensação de arrependimento;

Ficará em mim por dias apenas dúvidas,
Explicações de teus lábios eu nunca as ouvirei,
Prosseguir me caberá, cada dia é um novo caminhar,
Sobreviverei, sobretudo da esperança.




. . . . . . . .


Náufrago...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 12/fevereiro/2002


Náufrago é o que sou...
Perdido sem um porto,
Preso por um bilhete,
Em busca de socorro;

Náufrago é o que sou...
Perdido sem um porto,
Atirado de um lado para o outro,
Perdido na vastidão e só;

Náufrago é o que sou...
Perdido sem um porto,
Levado sem destino pelas ondas,
Consumido pela espera;

Náufrago é o que sou...
Perdido sem um porto,
Uma mensagem sem resposta,
Palavras já sem ação;

Náufrago é o que sou...
Perdido sem um porto,
Alguém que se cansou da vida,
Pediu apenas oportunidades;

Náufrago é o que sou...
Perdido sem um porto,
Esquecido pela vida,
Rejeitado pelo amor.




. . . . . . . .


Olhos Apaixonados...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 04/janeiro/2010


Quando se apaixonam meus olhos são como cartas de amor,
Perdidos permanecem neste desejo chamado gostar,
Anseiam pelo toque da tua mão em minha face,
Buscam por teus lábios próximos ao meus, um beijo;

Parte de meu corpo não obedece mais a razão,
Parte de meu corpo só sabe respirar emoção,
Vivo em conflito, nem sei que rumo seguir,
Os pensamentos que deveriam me orientar nada fazem;

Quando se apaixonam meus olhos são como cartas de amor,
Oferta a mim um único verbo que consigo conjugar, vá...
Minha consciência repete freneticamente, não desista,
Esta é a tua chance de felicidade, parta em busca;

Nem sempre temos as respostas que desejamos,
Melhor arriscar do que ficar como sobra o arrependimento,
Pode ser que dores surjam de algo não correspondido,
Contudo as sensações foram libertas e vivenciadas;

Oferta a mim um único verbo que consigo conjugar, vá...
Vivo em conflito, nem sei que rumo seguir,
Anseiam pelo toque da tua mão em minha face,
Quando se apaixonam meus olhos são como cartas de amor.




. . . . . . . .


Imprudência...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 23/junho/2007


Levará um tempo para que eu consiga me libertar da tua presença,
Será difícil, será mais uma perda que aprenderei a suportar,
Mais uma vez desarmei a minha guarda, foi tudo em vão...
Restou-me apenas a desesperança que me acompanhará;

Por dias, talvez meses, perguntas e mais perguntas, incertezas,
Respostas às quais sei não serão obtidas, não estão em meus lábios,
Fui apenas emoção, esperava apenas o amor, um gesto de carinho,
Bani a racionalidade, como tal deixei-me ferir, pior, sangrei n'alma;

Aproximei-me de ti com flores e verdades, recebi apenas espinhos,
Cá me encontro, em desordem emocional, tentando recuperar as energias,
Acreditando reaver a metade que em ti estabeleci e a mim nada se permitiu,
Acredito que foste verdade comigo, porém não a sinceridade que julgava conhecer;

Em você como bem me disse depois, há confusão, muitas dúvidas,
Em mim ficará a derrota da certeza de um gostar puro e compartilhado,
Um sentimento que se mostrava tão presente e real, mas nada palpável,
Desejo sucumbido por medo, oportunidade desperdiçada por insegurança;

Infelizmente não houve a vitória do amor, um relacionar almejado,
Haverá sim um recomeçar que consumirá tempo, libertar dores, saudade...
Marcas além pele, cravadas no mais secreto de nossas mentes,
Imploro que nunca como arrependimento para que não se carregue na eternidade.




. . . . . . . .


Penso em ti e te espero...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 25/dezembro/2009


Confesso-te que só de te olhar me sinto enfeitiçar,
Sei que quase fico sem controle dos meus próprios limites,
Faz de modo sorrateiro que me envolve na tua meiguice,
Na discrição faço por lhe admirar, muito mais desejar;

Persiste a ânsia de sentir a maciez da tua pele em minhas mãos,
Absorver o calor envolvente do teu corpo junto ao meu,
Ter meus lábios junto aos teus em puro gostar, quase deleite,
Realizar paixões secretas, não mais sonhar em vão;

Estar contigo no mesmo caminhar seguros e conscientes de mãos dadas,
Abraçarmos a vida que nos presenteia, sermos a mesma realidade,
Livres de pudores, preconceitos, de forma simples e vivermos felizes;

Compartilhar no seu tempo quando preciso for afeto, sobretudo amizade,
Sermos mais que um simples casal, ser dos nossos sentimentos amantes,
Cientes dos prazeres, das sensações e da mesma verdade, amor...



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Espaço Poesia 5 - [Diante do Espelho... Duelo de Vozes... Ausência... Amor Eterno... Devaneio... Semelhanças...]

Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]

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Diante do Espelho...
Kátya Forti


Diante do espelho
Uma face triste

Diante do espelho
Uma lágrima sentida

Diante do espelho
A sensação de partida

Diante do espelho
O senso da realidade

Diante do espelho
Um momento de insanidade

Diante do espelho
Um coração que ama

Diante do espelho
Um desejo que inflama

Diante do espelho
Uma voz que me chama

Diante do espelho
Uma saudade sem fim

A presença de alguém
Que é a metade de mim.




Duelo de Vozes
Rodrigo Bruno Alves de Barros Bezerra


Ouço vozes recolhidas,
Vozes que instigam,
Mandantes.
Vozes de um vai-e-vem
Ondulante.
Ouço vozes do desassossego,
Canções dolentes.
Vozes acumuladas, de multidões
desesperadas
Sufocantes.
Vozes que arrebentam sossego,
Vibrantes.
Observo olhos que jorram vozes
Espasmos d'água.
Vozes de letras gritantes,
Descritas a ferro e fogo.
Vozes de granizos,
Errantes.
Vozes noturnas, vermelhas
Lacrimantes.
N'algum lugar do mundo
Chora vozes diminutas
Suplicantes.
Vozes com ausência de ecos,
Cansadas.
Vozes sem razão do viver
Vencidas.
Vozes da desesperança
Vazias.
Vozes, ícones da hostilidade,
Silenciadas.




Ausência
Sandra Galante


Em tua ausência, sofro, me agito,
A impaciência toma conta de mim,
A saudade se abriga em meu espírito,
Sinto um amargor, um sofrimento sem fim...

Estou tão acostumada contigo em meus dias,
Pois juntos, minha vida não tem dissabor,
Enxugas do meu rosto todas as lágrimas,
És portanto, o meu grande amor...




Amor Eterno
Dely Thadeu Damasceno


Para mim sempre serás a musa linda,
E sempre como és aos meus olhos,
Sou teu, inteiro de corpo e alma,
Teu sempre, enquanto tu me queiras...

Entreguei-te meu ser, minha vida,
Meu mais nobre e puro amor, meu querer...
Desejei-te desde o primeiro instante,
Vi que serias só minha nos teus olhos;

Pude vislumbrar tua profunda alma,
Como se outrora já tivéssemos vivido
Sim, vivido um grande e terno amor...
Coisa da alma transcendental, nada incidental;

Coisa de éter, de mundo paralelo, de vida...
Vida de outras eras, cheia de sonhos, sem quimeras,
Mas de amor intenso, de coração latente, sangue...
Sangue fervendo nas veias, como se fosse fluído;

Um fluído etéreo que dá forças e nutre...
Oh!... Amor de minha vida, como te quero,
Seja bendito o momento em que te vi e te senti,
Seja bendito o Grande Arquiteto do Universo;

Que me permite poder escrever estes versos,
Onde externo meus melhores pensamentos,
E dedico-te o melhor de meu viver, para te amar;

Para te dirigir estas palavras de simples carinho,
Viver sem ti, não há como, seria um longo tormento.
Hoje aqui te prometo, ser sempre seu, enquanto eu viver!




Devaneio
Therezinha Rocha Poles


Eu quero uma poesia deslumbrada
Repleta de magia e encantamento
Que seja fortemente iluminada
Cheia de brilho e que em todo momento
Revele o meu amor.
Que fale ao coração
Com todo o meu ardor,
Com jeito de ternura
E gosto de ventura
Como um sol de verão.

Que lembre os lábios meus no teu pescoço
Tentando por teu corpo em alvoroço
Te arrepiando inteira
Assim, duma maneira
Que te enterneça
Que te enlouqueça
Que te amoleça.

Quero a volúpia de um beijo molhado
Enquanto cai a chuva no telhado
Tamborilando uma canção de amor.
Quero fogo que arde e vai queimando
Quero brisa que passa refrescando em dias de calor.

Eu quero uma poesia inebriante
Que eu possa recitar com voz troante
E abafar a paixão
Que carrego em meu peito
Qual crepúsculo triste
Como um sonho desfeito
E essa mágoa que existe
Que não tem cura
Que me tortura
Que me amargura
O coração.




Semelhanças
João Rodella


O rio segue seu curso e quieto,
a topografia determinante aceita,
vê mudar as paisagens do trajeto,
e teme a força da natureza que o espreita.

Um dia sopram fortes os ventos,
e nuvens despejam aguaceiro atroz,
destruidor se transforma e tormentos
leva, qual impiedoso algoz.

O homem tem um destino e o segue,
tentando melhorá-lo o quanto puder,
busca ser bom e a perfeição persegue,
se dentro de si equilíbrio houver,

Se nuvens negras de ira e ódio,
porém, despejarem sobre ele torrencial efeito,
o mal em ondas fortes anula o bem,
e destruidor, como o rio, também sai do leito.

Rio e homem em algo são semelhantes,
se grossas ondas alterarem os destinos seus,
o rio só se acalma se em delta for desaguante,
e o homem, se caudaloso, desaguar em Deus.


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