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domingo, 22 de agosto de 2010

[Boletim 5] - Viajante sem Porto... Dois Caminhos... Oxumaré... Passagem Carnal... Amantes...



Viajante sem Porto...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®



A vida é um mar de muitos portos...
Onde em cada cais encontramos ventos diferentes,
Trazendo ora tormenta,
Trazendo ora tranqüilidade;

A vida é um mar de muitos portos...
Onde as vezes bebemos da água doce do riacho,
Trazendo ora saudade,
Trazendo ora felicidade;

A vida é um mar de muitos portos...
Onde as vezes bebemos da água salgada da praia,
Trazendo junto a areia grossa,
Por vezes o fim do caminho;

A vida é um mar de muitos portos...
Onde não há hora estabelecida para a chegada,
Seja com a luz do dia,
Seja com a luz da noite;

A vida é um mar de muitos portos...
Ventos, tormenta, tranqüilidade,
Água doce, saudade, felicidade,
Água salgada, areia grossa, caminho,
Chegada, dia e noite;

A vida é um mar de muitos portos...
Onde os portos da vida,
Desembocam num mesmo mar,
Mar que traz e leva vida;

A vida é um mar de muitos portos...
Um único mar,
Muitos portos...
A vida.

. . . . . . . .




Dois Caminhos...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Alma®
Concebida em: 13/junho/2003



Vejo você chegar! Meus olhos brilharem,
Vejo você partir! Lágrimas permanecerem,
Consumo-me em dores...
Indecisão minha;

Ainda sei que lhe tenho em meus braços,
Mas não recebo o mesmo amor,
Ficamos com a amizade...
Perdemos o nosso gostar, o desejo;

Em mim permanece a solidão,
O medo de enfrentar o novo,
A falta de coragem por me enfrentar,
Continuo preso ao passado buscando a felicidade;

Vencerei eu ou a perda do sentimento,
A vida me resgatará!
Os sonhos me sucumbirão!
Espero obter a resposta correta para continuar a viver.

. . . . . . . .




Oxumaré...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 04/março/2010



Senhor do arco-íris, concede o bom tempo,
Faz-se representar por uma serpente,
Vem das profundezas,
'Bebe' do céu e se faz Iorubá,
Ao se saciar devolve à terra a chuva;

Por seis meses se faz masculino,
Com seu poder regula as chuvas e as secas,
Por seis meses de faz feminina, Bessém,
De modo ágil circula n'água e no solo,
Com sua agilidade pela terra permanecerá;

Orixá da continuidade: eternidade-viver,
Representa a rotação do planeta,
'Nele' reside a sobrevivência das formas de vida;

Após nutrir a terra com tuas chuvas,
Mostra-se ao sol para se aquecer,
Oferta aos seres vivos a tua beleza, o espectro de sete cores.

. . . . . . . .




Passagem Carnal...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 03/dezembro/2006



A morte...

Nada mais é,

Do que a troca de [tempo],

Libertar-se...

Do corpo carnal para o corpo espiritual,

Transpor o próprio medo pessoal que nos conflita,

Entre...

Estar-se vivo,

Entre...

Estar-se morto,

Transferir-se da [Terra] da aprendizagem, para a [Terra] da evolução,

Ser analisado pelo o que fez ou deixou de fazer,

Repor a paga ou jubilar pela existência ofertada...

Mais a frente retornar para cumprir o que ficou de obrigações,

Quem sabe!...

Finalmente ascender.

. . . . . . .




Amantes...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 20/setembro/2001



Amanheço pensando em ti,
Amantes é o que somos,
Cúmplices de um mesmo destino, sonhadores,
Corações em saudade, corpos ardentes,
Dois seres num mesmo espaço, silencio,
Por vezes meu céu, por vezes meu inferno;

Amanheço pensando em ti,
Amantes é o que somos,
Lábios desejosos, caminhos de mel,
Brilho transparente, oferta de prazer...
Bebida que nos embriaga, sede por saciar,
Corpos presentes que se encontram na noite,
Corpos distantes separados pela luz do dia;

Amanheço pensando em ti,
Amantes é o que somos,
Quatro paredes, sensações e loucuras,
Corpos presentes pelo verdadeiro amor,
Desejos só a nós revelados, cumplicidade,
Amantes é o que sempre seremos.

. . . . . . . .





sábado, 21 de agosto de 2010

[Boletim 4] - Amizade... Nem toda a lágrima é de dor... Prazeres do Amor... Ainda não lhe esqueci... Foste...



Amizade...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 28/março/2007



Falar de amizade solicita-se que se liberte n'alma de qualquer preconceito,
Permita com isto que se veja a qualquer pessoa como a um individuo único,
Considere para tal, as qualidades que possui, como também os defeitos,
Analisar como este ser age perante a vida, perante as dificuldades,
Analisar como recebe o afeto e depois o retribui, tal qual com as adversidades;

Falar de amizade é antes de tudo se permitir conhecer a si mesmo, ser transparente,
Absorver do outro, receber as mesmas atitudes e permissões que você oferta,
Apresentar-se sem pedras nas mãos, desarmado para o novo que se manifesta,
Ofertar o cumprimento firme e seguro, traduzir verdade e sinceridade no gesto,
Ouvir cada qual há seu tempo, calar-se quando necessário, ser um ombro amigo;

Falar de amizade é sentir nas atitudes os gestos, trocar as sensações, abraçar,
Compreender que não existe distancia que iniba o sentimento real compartilhado,
Passe o tempo que passar, se verdadeira for esta convivência será tal como eterna,
Ambos se tornarão eternamente responsáveis, um pela amizade do outro,
Haverá, não importa o tempo e a situação, há união que resultará no amor-amigo;

Falar de amizade é como transcender a própria existência, ser mais que você mesmo,
Amar sem desejos físicos, sem interesses pessoais, não ver cor, credo, raça, religião...
Abrir o coração espiritual para se alojar àquele que carrega o mesmo sentimento,
Receber o riso doce e fraterno, também quando necessário o choro que busca o consolo,
Entender que a vida é um constante harmonizar, união de verdades, caráter e respeito.

. . . . . . . .





Nem toda a lágrima é de dor...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 16/agosto/2009



Por mais que se pense...
Ao chorar não significa só tristeza,
Em algumas situações resulta sim da dor,
Contudo as lágrimas também presenteiam felicidade;

Cada ser é único, é uma mescla de emoções,
Ora vitórias, ora perdas, nem sempre em constância,
É sucessão de fatos, vez ou outra até quase diários,
Gama de sentimentos, ora duradouros, ora passageiros;

Riso e lágrima representam o fio emocional do viver,
O pêndulo da balança que trás ou retira a harmonia,
Faz ao individuo refletir ou de pronto sucumbir,
Querer desistir, também descobrir suas próprias forças;

Em determinadas ocasiões vitorioso é o que perde,
Em certos fatos o perdedor é o que se faz vitorioso,
Feliz aquele que liberta sem vergonha, seja o riso, seja a dor,
Por isso lembre-se: Nem toda a lágrima é de dor...

. . . . . . . .





Prazeres do Amor...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 28/março/2010



Hoje eu quero...
Dormir em teus braços,
Ouvir as batidas do coração da pessoa que tanto amo,
Ser feliz, graças ao destino que assim permitiu,
Por teus lábios ofertar a mim o teu sim,
Compartilhando comigo o calor do teu corpo,
Afetos e carícias, cumplicidade e respeito, amor...
Muito mais quando nos entregarmos aos prazeres da madrugada,
A felicidade de se conhecer diante duma vida a dois.

. . . . . . . .





Ainda não lhe esqueci...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 21/setembro/2006



Quantos amores para esquecer-lhe desejei em vão...
Sobrevivo de sonhos, quase todos sem razão,
Idealizei encontros, muitos deles apenas desilusão,
Sentimentos verdadeiros sucumbidos em indignação;

Pouco a pouco o não gostar se fazia em mim como revolto mar,
Cabia ainda o olhar, quando possível um aproximar,
Sensações individuais, quase penitência,
Assim companheira se fez à solidão por insistência;

Crendo ser o correto permiti a saudade raiz fincar,
Trocar alegria por timidez, aos poucos minguar,
Recorrer ao consolo do silencio de quatro paredes,
Ignorar que a vida recomeça, oferta oportunidades;

Fiz com isto da melancolia que me esvai doce veneno,
Das poucas lembranças um constante calvário,
Clamo ainda por um último beijo imaginário,
Libertar-me, quem dera, deste engôdo através de um ato obsceno.

. . . . . . . .





Foste...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 17/março/2004



Foste tudo o que sonhei...
Foste o nada que recebi,
Foste palavras que revelavam verdades,
Foste mentiras que neguei aceitar;

Foste o carinho tão almejado,
Foste a ilusão já tão calejada a mim ofertada,
Foste à paz que me permiti receber,
Foste sim a dor e a mágoa constante;

Foste o sonho que fiz transformar-se em realidade,
Foste à fantasia que me cega os olhos,
Foste à metade que desejava compartilhar,
Foste puro egoísmo e mesmo assim aceitei;

Foste para mim à chama de esperança,
Foste na verdade o engôdo,
Foste tudo e nada, conseguiste em mim deixar marcas,
Foste a pior forma de sentimento, amargura.

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