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sábado, 9 de abril de 2011

[Boletim 29] - Não Estás mais aqui... Solidão, Recordações e Recomeço... Nunca Poderei... Cor da Pele... Está em mim... Nossa História... Coelhinho da Páscoa...


Não estás mais aqui...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 05/outubro/2010


Hoje não estás mais aqui ao meu lado...
Luto por conseguir me libertar das lembranças,
Restaram-me as tardes sem o brilho do sol,
Não consigo dar asas as palavras do passado,
O som dos teus lábios ainda fere aos meus ouvidos;

Tanto fiz por nosso amor e nada permaneceu,
A mim ainda me cabe tentar cicatrizar a perda,
Socorrer n'alma para que não sucumba em agonia,
Libertar de mim um tempo que não me quer livre,
Só eu sei quanto dói e quanto me exaure a saudade;

Ainda busco entender porque não sobrevivemos ao gostar,
Fui há ti muito mais que a mim, quase lhe idolatrei,
Acredito que este tenha sido o meu erro, lhe amar,
Sonhava que corresponderíamos no afeto, nas carícias,
Tanto fiz por nosso amor e nada permaneceu;

Mas nada disto se concretizou, nosso destino por uma atitude,
Graças ainda encontrar forças que nem eu mesmo sei como,
Pensei que fora a mim a mais pura verdade, tal como a ti fui,
O amor nos cega da realidade em detrimento da felicidade,
Hoje não estás mais aqui ao meu lado...



Solidão, Recordações e Recomeço...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 10/julho/2006


Não há sentimento mais perverso que a solidão...
Saber que se vive entre tantas pessoas,
Porém, quando se precisa está sempre só,
Ter que lutar contra uma sensação invisível que dilacera,
Fazendo com isto absorver a razão paulatinamente,
Quase levando a loucura;

Quem me dera encontrar a paz que tanto anseio, creio quase perdida,
Transformar mágoas e ressentimentos em sensações inertes,
Libertar, quem dera, do meu corpo lembranças, toques e carícias,
Recuperar a liberdade que me foi retirada por falsas declarações,
Encontrar quem sabe todas as respostas que me revertem ao passado,
Permitir assim abrir os meus olhos para a vida, respirar e novamente amar;

Retirar d'alma antigas saudades as quais não trazem mais nenhum sentido,
Emoções que não puderam ser vivenciadas, apenas desejadas em vão,
Palavras que foram proferidas, jamais absorvidas por quem as merecia,
Olhares que se acreditava trocados, compartilhados, pura ilusão...
Uma espera sem fim, perseverança, determinação, sempre a esperança,
Lágrimas escondidas, disfarçadas em desculpas banais, nunca compreendidas;

Mas nada como o tempo que 'caminha' lentamente e 'leva' consigo as dores,
Permitindo que se refaçam as energias, renove-se o sorrir, o viver,
Encontre-se um novo sentido para prosseguir, sobretudo vencer,
Crer que hora qualquer, quando menos se espera, o amor brilhará,
Fará com que se desperte, esteja pronto para uma nova experiência,
Consciente, um ser amadurecido física e emocionalmente, liberto para a vida.



Nunca Poderei...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em:21/agosto /2002


Nunca poderei contar o que sinto por você...
A felicidade que recebo quando estou a teu lado,
Como o teu sorrir alimenta minh'alma,
Apaixonei-me pelo brilho dos teus olhos;

Nunca poderei contar o que sinto por você...
Dizer do desejo de tocar tua pele,
Sentir a maciez dos teus cabelos em minhas mãos,
Saborear o calor do teu corpo;

Nunca poderei contar o que sinto por você...
Quanto desejo poder ofertar o meu carinho,
Dizer dos meus sentimentos,
Sei que a vida não permitirá isto:

Nunca poderei contar o que sinto por você...
Aprendi a conviver com meus desejos em segredo,
Não posso usar da fala para revelar,
Uso as palavras para criar poesia;

Nunca poderei contar o que sinto por você...
Assim sendo faço minha declaração de amor,
Conto nestas linhas o que vivo e desejo,
Liberto a dor e agonia do peito obtendo a paz;

Nunca poderei contar o que sinto por você...
Continuarei assim mesmo, aceito meu destino,
Ter-lhe tão presente... Ao alcance das mãos,
Ter-lhe tão distante... Como consolo tua presença;

Nunca poderei contar o que sinto por você...
Guardarei as sensações em pensamento,
Serei parte da tua vida sempre, mesmo não podendo revelar,
Bastará ver em teu rosto este sorriso que me ofertas.




Cor da Pele...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 22/outubro/2005


Somos de início, todos nós sabemos, frágeis e delicados...
Meninos e meninas sem a preocupação da vida,
Desligados de problemas, guerras, agressões, sexo,
Felizes em um mundo tão simples e fantástico,
Tecendo sonhos, fantasias que se espera sejam reais;

Somos de início, todos nós sabemos, frágeis e delicados...
Lentamente nos transformaremos em adolescentes,
Depois virá a fase adulta, a qual perderemos a ingenuidade,
Muitos substituirão atributos e atitudes que deveriam perdurar,
Poucos serão livres de raivas, rancores, insensatez, preconceitos;

Porque a cor da pele precisará fazer a diferença, quem me explica?
Nascemos todos da mesma forma, do humilde ao poderoso,
Concebidos através do ato sexual, pela procriação da espécie,
Um tempo de amor e sexo que se transforma em novas vidas,
Seja saudável ou deficiente, do amor ou da agressão;

Porque a cor da pele precisará fazer a diferença, quem me explica?
Temos a graça da vida, a dádiva, o nascer do espírito e da matéria,
Renascer dos desejos, dos sonhos idealizados de nossos pais,
Um tempo que a nós aparenta ser infinito, na verdade tão ínfimo...
Oferta o aviso do momento do chegar, nunca avisa a hora do partir;

Cabe a cada individuo ser uma pessoa feliz e alegre,
Enfrentar as intempéries do viver com coragem, garra e dignidade,
Crescer, evoluir, compartilhar, desfrutar de saúde e dos benefícios,
Cantar, alegrar, chorar, confrontar razão com emoção,
Viver em harmonia com o planeta, com a natureza, com as demais pessoas;

Cabe a cada individuo ser uma  pessoa feliz e alegre,
Ofertar e receber respeito, espalhar solidariedade independente da cor,
Nunca habitar no espírito a chama do ódio que corrompe n'alma,
Compreender que a vida é uma rápida passagem, por isso vivê-la intensamente,
Tudo o que se pratica tem seu peso seja bom, principalmente se for negativo;

Haverá no seu tempo de existência a hora da paga, também da reflexão,
Seja aqui enquanto se respira a vida,
Seja quando for aberto o livro do seu viver,
Não espere para ser o exemplo na hora derradeira,
Não terá com isto deixado nada para ser lembrado;

Haverá no seu tempo de existência a hora da paga, também da reflexão,
Recordar a própria vida, vitórias e erros, mágoas não resolvidas,
Lembrar-se que tudo pode ter se iniciado pela cor da pele,
Palavras que não eram necessárias, porém faltou a coragem de pedir perdão,
As oportunidades são criadas pelas próprias pessoas, crie as suas.



Está em mim...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em:05/março/2004


Que ilusão será esta que eu carrego,
Um sentimento que parece nos unir,
Mas penso se este desejo existe em você,
Aqui são palavras, entre nós à realidade;

Eu na minha solidão apenas fantasio,
Não consigo ver a verdade nos gestos,
Aguardo sensações que estão distantes,
Prazeres que a mim foram negados;

Sou um ser insensível, um parasita,
Já me foi dito que não tenho sentimento algum,
Vez ou outra eu juro acreditar,
Não está presente em minha vida felicidade;

Encontrarei alguém que me ame?
Haverá antídoto para minha dor!
Acredite, confesso ter sentido este prazer em você,
Mas serei traído pelo destino, está em mim sofrer.



Nossa História...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 07/março/2011


Mais uma vez você chega até mim como suave brisa da manhã,
Calma e contagiante acaricia minha pele, depois me excita,
Sei que és um doce, mas também amargo tempo de ilusão,
Parte tal qual a tempestade intensa, deságua e se acalma,
Só se percebe as conseqüências depois que tudo passa;

Fica evidente o vazio, o silêncio e a saudade física...

Lágrimas que disfarçam a partida com a alegria da vinda,
Sensações que esperam a cumplicidade que não acontecerá,
Emoções que permanecerão na memória, cientes da espera,
Vivemos unidos pela distancia que poderia não sobreviver,
História d'um amor real e sincero que ora sangra, ora cicatriza;

Cada qual carrega as marcas que ao outro caberia, só assim suportamos...

Somos passageiros de um amor clandestino, contudo intenso,
Conscientes das causas e efeitos, dos ganhos e possíveis perdas,
Hoje nos vestimos da mesma pele que nos oferta os prazeres da paixão,
Absorvemos os sentimentos que juntos concretizam o amor,
Confabulamos da harmonia e do respeito compartilhados;

Não ousará minha solidão lhe roubar, pois és real a tua companhia...

Somos simples mortais, contudo unidos por almas eternas,
Presenteados pelo destino com o reencontro e a esperança,
Felizes nós somos... Seres apaixonados libertos de preconceitos,
Fazemos do existir verdades constantes, longe de falsas máscaras,
Por um espaço-tempo livre de agressões e mentiras, viver;

Sei que és um doce, mas também amargo tempo de ilusão...

Somos passageiros de um amor clandestino, contudo intenso,
Só se percebe as conseqüências depois que tudo passa,
Emoções que permanecerão na memória, cientes da espera,
Mais uma vez você chega até mim como suave brisa da manhã,
Parte tal qual a tempestade intensa, deságua e se acalma.




Coelhinho da Páscoa...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®


Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?
Eu trago em meus achados e perdidos...
A paz que anda nas calçadas sem fim,
O amor desencontrado pela solidão,
A esperança anunciando um rumo a seguir;

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?
Eu trago em meus achados e perdidos...
O sorriso puro da criança,
O gesto caloroso do amigo sincero,
A clareza dos sentimentos entre as pessoas;

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?
Eu trago em meus achados e perdidos...
A solidariedade presente em cada coração,
O respeito pela vida reverenciado em cada ser,
O carinho das mães pelos filhos;

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?
Eu trago em meus achados e perdidos...
As orações diárias de milhões de pessoas,
O desejo de harmonia, compreensão e paz,
O prazer para que o dia seguinte seja muito melhor;

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?
Eu trago em meus achados e perdidos...
O ovo de chocolate simbolizando a fartura,
A compreensão entre os povos,
As palavras de Fé em Deus;

Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?
Eu trago em meus achados e perdidos...
Um minuto de silêncio com um pedido,
Que as pessoas se encontrem no amor e na Fé,
Que se respeitem não só na PÁSCOA, mas sim a cada dia.


sábado, 2 de abril de 2011

Espaço Poesia 11 - [Mardilê Friedrich Fabre... Ana Marly de Oliveira Jacobino... Maria Iraci Leal... Denise Severgnini... Maria Rosaura Prestes Amaro... Cecília Fidelli... Adivair Augusto Francisco... ]

Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]

. . . . . . . . . . . . . . . . . .


Intuição
Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo - RS


Sei que te encontrarei outra vez...
Quem sabe, na areia à beira mar,
em um campo florido, talvez,
ou à margem de um rio, ao luar...

Nem será necessário falar
P'ra onde ir. É só seguirmos o vento,
e estradas, e montanhas passar,
levados por nosso sentimento.

Despertar-nos-á luz intensa,
que nos conduzirá às estrelas,
e lá, nuvem volátil e densa
envolver-nos-á em aquarelas.

Seres em um só corpo translúcido,
recordaremos a brevidade
da andança pelo mundo não lúcido
e atingiremos a eternidade.



Viajante
Ana Marly de Oliveira Jacobino
Piracicaba - SP


O sorriso largo destrona
Mágoas e tristezas que porventura
Existam nos corações dormentes
Pela sina do trabalho,
Dário e enfadonho
Por vezes, ou, interessante em outras.
Rosto sulcado.
Pelo riso frouxo; de quem leva o sonho
De poder apaziguar almas
E gargalhar ao som da sinfonia
Que sai do seu "Eu"!

Quis ser um dia
Um domador de sentimento bravio
Interpelado, vez ou outra
Por uma sonora pilhéria.
Para ele sua vida segue
Por caminho sem desvio
Leva ao céu estrelado, como ajudante
Nas suas passadas largas, tanto,
Quanto, o sorriso largo.
Ele, que continua vivo! Viajante...
Solitário do riso!





Eu posso ser
Maria Iraci Leal
Porto Alegre - RS


Eu posso ser tudo o que quiser
Viajar nos meus sonhos,
Sentir-me bela e exuberante
Sentir-me uma flor, em cada manhã florescer,
Como uma estrela, a pulsar no céu radiante
Posso viajar na imaginação, sorrir e cantarolar,
Ao vento soltar meus desejos, beijar um amor
Posso acreditar no futuro, nele esperar
Enquanto não chega, a estrada vou percorrendo
Plena de alegria, dia por dia vivendo
Saboreando momentos, instantes de emoção
Descobrindo a aventura, a magia de viver
E só por isto já valeu a pena
Ter estado aqui, ter vivido!



Olhar de poeta
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - RS


Com o olhar de poeta posso ser
O que desejar, basta apenas sonhar
Deixar-me levar pelos versos
Que derivam do coração
Posso ser homem, mulher, criança
Se desejar, sou um cidadão
Ou prostituta, ou ladrão
Querendo sou anjo, subo aos céus
Ou simplesmente, um pedaço de adeus
Versejando, sou mágica
Encontro a pedra filosofal
A fonte da eterna juventude
Com o olhar de poeta posso
Matar um Golias ou aliar-me a ele
Posso desejar um mundo de paz
Ou descrever os horrores da guerra
Com o olhar de poeta sei que a poesia é rica
Que ela pode transformar o mundo
Ou não, ser apenas um rascunho
Guardado em uma gaveta
Com o olhar de poeta sei, que quando escrevo
Eu me transformo e vivencio
Tudo o que minhas palavras querem dizer.




Outono, bela estação
Maria Rosaura Prestes Amaro
Pelotas - RS


Folhas caídas...
Árvores a se despir...
Chão pintado de amarelo,
O outono vem chegando...
Com o céu um pouco azul...
Por vezes também nublado...
É a nova estação,
Que no hemisfério sul,
Substitui o verão.

As árvores perdem as folhas...
O clima é temperado...
Foi-se embora o calor
Dos dias ensolarados.

Mas tudo é calmo e belo,
São folhas por todo lado
Tingindo o chão de amarelo,
Num colorido dourado.



Águas se vão. Nascentes retornam.
Cecília Fidelli
Santos - SP


Quanto mais cedo constatarmos melhor.
A vida é como se fosse um jardim,
cheio de cobras e lagartos,
que se escondem entre as ervas daninhas.
Limpo meu jardim.
Não é fácil.
Não é fácil ouvir esta frase.
Mais difícil é compreender.
Há tantas uniões e desuniões.
Eu também era assim.
Também sentia raiva.
Também ia de encontro
e aceitava os que não tem
um sentido profundo.
Aos verdadeiros...
me perco neles.



Cama vazia
Adivair Augusto Francisco
Limeira - SP


Tinha convicção
de achar tua mão.
Isto assanhava meu acesso
pela ocasião.
Mesmo fingindo,
teu corpo apressava meu desejo.
Então fui tomado em delírio
estado insuportável,
galante e amável
sentindo crescer
em lubricidade meu prazer.

Oh, Deus! Ante esta nudez
fiquei a gesticular em completa mudez
enfrentando como um lacaio
todo este encanto picante.
Não... não pude resistir,
mas num súbito ato
notei sentir
repugnância,
arrependimento,
algo proibido,
coisa do capricho.

Em silêncio, meu cio febril
se fez coisa de abril.
Era tarde,
sozinho e loucamente...


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