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domingo, 28 de novembro de 2010

[Boletim 18] - Quisera Revelar... Sempre há tempo... Sonhador de uma mesma música... Permissão Conjunta... Silêncio... Vivências proibidas... Oxum...


Quisera Revelar...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 15/amrço/2002


Quando nossos olhares se encontram...
Meus olhos brilham com o brilho dos teus olhos,
O sorriso que me dirige afasta todos os meus rancores,
Traz-me uma paz que por vezes imagino perder;

Quando nossos olhares se encontram...
Meus olhos brilham com o brilho dos teus olhos,
Sinto-me enfeitiçar pelo teu jeito,
Seduz-me apenas com o som da tua voz;

Fico praticamente sem ação ao teu lado,
Encontro todo o tempo possível desta vida,
Uma sensação que não consigo compreender,
Um prazer que compartilho apenas com você;

Fico praticamente sem ação ao teu lado,
Encontro todo o tempo possível desta vida,
Somos cúmplices do mesmo prazer,
Presentes pelo mesmo desejo chamado amizade;

Há momentos que os sentimentos me confundem,
Tenho a necessidade de contar o que eu sinto,
Porém um medo maior me impede,
Não quero perder tudo o que já conquistamos;

Há momentos que os sentimentos me confundem,
Tenho a necessidade de contar o que eu sinto,
As palavras permanecem na mente, falar do meu amor eu não consigo,
Não chegam aos meus lábios para encontrarem teus ouvidos;

Quisera poder revelar todos os meus sentimentos a você,
Falar com toda a franqueza, sinceridade e coragem que me falta,
O amor que carrego em meu peito e n'alma,
Só assim terei a tranqüilidade que busco;

Quisera poder revelar todos os meus sentimentos a você,
Falar com toda a franqueza, sinceridade e coragem que me falta,
Prefiro continuar sendo um covarde e não revelar nada,
Terei como dor à dúvida, mas como recompensa tua presença.




Sempre há tempo...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 21/dezembro/2009


A vida mais uma vez me trouxe ao ponto de partida,
Agora como essencial será preciso recomeçar,
Lentamente caminhar, mesmo que passo a passo,
Fugir sem dúvida, o quanto antes da solidão;

Libertar pensamentos e emoções,
Deixar que o tempo as transporte para a saudade,
Que eu consiga seguir meu caminhar,
O quanto antes livre das lágrimas;

Haverá sim alguma dor que estará escondida,
Fará acredito, até com que eu me desarme,
Trará de imediato a tristeza aos meus olhos,
Mas juro que serei forte, que será imperceptível;

Não viverei pelos cantos a me esconder,
Não seria justo comigo e com o viver,
Confesso necessitar d'alma liberta e feliz,
Quem sabe assim o destino me poupe.




Sonhador de uma mesma música...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 22/maio/2004


Quando me percebo falando de você,
Quando me percebo pensando em você,
Sinto uma felicidade que se apodera de minh'alma,
Sinto uma tristeza que se apodera dos meus olhos;

Duas situações diferentes que me levam a um mesmo desejo,
Um conflito de sensações que sei já ter presenciado inúmeras vezes,
Sei que estou dando um passo que não me oferece segurança,
Mas a prudência não está presente em minhas atitudes;

Compreendo todo o risco que corro...
Mas é algo além da minha forma de ver a vida com razão,
São as emoções do gostar que nunca aprendi a dominar,
Fazem de mim um fantoche, um ser tolo e sonhador;

Saio da minha couraça de ferro para um delicado espelho de cristal,
Penso que assim meu reflexo será igual ao da pessoa que busco,
Pareço não aprender a lição que se chama amor...
Quero aprender a suavidade desta música, mas erro sempre a letra;

Aprendi a compor as palavras que trazem o chorar, também o sorrir,
Contar nas entrelinhas por vezes das minhas próprias dores, desilusões,
A vida ofertou-me metade do aprendizado,
A parte que me falta, contar da minhas alegrias, isto nunca aprenderei...





Permissão Conjunta...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 04/janeiro/2003


Com um tempo sem medo e insegurança a vida hoje nos presenteou...
Permitiu que meu olhar encontrasse o teu olhar, ofertamos a paz,
Sensações antes nunca reveladas saíram de teus lábios para meus ouvidos,
Sentimentos que clamavam presença aconteceram;

Com um tempo sem medo e insegurança a vida hoje nos presenteou...
Enfeiticei-me com o teu sorrir, com o sabor de teus lábios nos meus,
Embriaguei-me com o sabor e a fragrância da tua pele morena,
Tuas mãos foram extensão das minhas no prazer e no afeto;

Um desejo único e compartilhado, nem cobrança, nem obrigação,
A permissão comum de dois corpos que buscam a felicidade e o amar,
Carícias e emoções descobertas no silêncio das palavras, no calor dos gestos,
Nada mais é preciso, a nossa volta simplesmente alegria;

Um desejo único e compartilhado, nem cobrança, nem obrigação,
A consciência do tempo e da sua necessidade de vivê-lo, amadurecer,
Nem santo, nem ateu, dois corações em busca do presente chamado amor,
A oportunidade do encontro por respeito e cumplicidade...





Silêncio...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® -  Arquiteto de Almas®
Concebida em: 26/julho/2006


Há momentos que meus lábios desejam me trair,
Não sou capaz de guardar meus próprios segredos,
Ainda mais quando o destino me faz ficar cara a cara contigo,
A emoção escapa por meus dedos dominando-me,
Produz um desejo por sentir o calor de teu corpo;

Aproximar meus olhos de teus olhos,
Revelar infindas lágrimas que já não consigo esconder,
Encontrar assim a paz no aconchego de teus braços,
O som suave da tua voz a me inebriar,
Crer que meus sonhos se farão reais;

Porém a realidade da vida me faz recuar,
Entender que o silêncio é o meu amargo remédio,
A salvaguarda da minha amizade,
Creio no seu respeito por mim como pessoa,
Nunca aceitar como companhia a mentira que nos aproxima;

Morreria mil vezes se não compreendesse meus sentimentos,
Compactuo da agonia e do receio pelo o que almejo,
Meu único alento são as palavras que ameniza o meu sofrer,
Sei que não foste feito para ser minha companhia,
Mereces a vida que almeja, eu apenas arrependimento.






Vivências proibidas...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 24/novembro/2010


Meus olhos...

            Desde a adolescência,

                          São apaixonados pelos teus,

                                         Não escondo que ainda permanecem,

                                                         Não houve como evitar...

                                                                     É um sentimento que nem eu mesmo controlo,

                                                                                     Aconteceu e enraizou em minha pele,

                                                                                                    Depois em minh'alma;

                                                                                      Vivemos tantas experiências,

                                                                      Cada qual no traçar do seu livro do destino,

                                                          Contudo presentes, libertos da solidão,

                                             Mantivemos um delicado fio de emoções,

                         Ora pela raiva em discussões fúteis,

             Ora pela alegria em oportunidades únicas,

Momentos que precisávamos ser estranhos,

              Momentos que quase não se continha o desejo;

                         Atitudes que não cobravam respostas,

                                        Ofertavam a chance da proximidade,

                                                      O contato físico que produzia a harmonia,

                                                                   A troca de afetos, um abraço, olhares,

                                                                            Respeito mútuo, amizade e solidariedade,

                                                                   Vidas corporais separadas,

                                                        Presentes nas vivências do passado.




Oxum...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em:  06/dezembro/2009


És luz, brilho e prosperidade...
Mescla de cores até chegar ao ouro,
Deusa da riqueza, amarelo é tua cor;

Lenda envolva em mágica,
És muitas senhoras, sobretudo única,
Deusa em teu rio de mesmo nome;

Centrado com bela estrela branca,
Traz junto a si um leque de latão,
Traduz-se em deslumbrante beleza,
Vaidosa e muito faceira;

Transparentes para que se encante com seu esplendor,
Faz das águas puras para a vida,
Dos rios, das fontes e cachoeiras,
Orixá feminino d'água doce.


sábado, 20 de novembro de 2010

Espaço Poesia 7 - [Lázara J. G. Wonrath... Heloísa Cecília Pavan... Maria B. L. Della Torre... Maria Lucia Nascimento Capozzi... Silvia Segato... Bêne Barichelo... ]

Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]


. . . . . . . . . . . . . . . . . .



Paineira
Lázara J. G. Wonrath


Paineira florida
enraizada, colorida
frondosa, habitada
muitos passarinhos
ocultos ninhos...
A menina faz casinha
nascem os passarinhos
ela brinca sozinha
sob a paineira florida...
Voa em pensamentos
cata flores, cacos, tijolos
vive felizes momentos
contempla o velho monjolo...
Da paineira, flores caindo
a garota brincando
os cães latindo
o gado mugindo
galinhas ciscando...
Tudo é natureza
a paineira florida
a pequena brincando
os cães latindo
o gado mugindo
galinhas ciscando...
Homens vão chegando
do trabalho pesado
no distante roçado,
é a natureza alegre
a florida paineira
e a vida passando...





Palavras enquanto caminho
Heloísa Cecília Pavan


Passos alados

laços trocados

trocados passos

alados laços

carinho

ninho

laço desfeito

refeito

defeito ou perfeito?

carinho

caminho

ninho

vôo de passarinho...






O pote de dores
Maria B. L. Della Torre



Muito cansada da vida,
Não sei mais o que fazer.
As dores me deixam sofrida,
Desconheço alegria e prazer.

De noite eu rolo na cama,
De dia deixo o tempo passar,
Deixei de ter esperanças,
Só sofrer e só penar.

Recordo o tempo passado,
Fico só com meu cismar,
Na memória as lembranças,
Vão e voltam sem cessar.

Tantas coisas já passei,
Nem vale a pena contar,
Muito cansada de tudo,
Não sei sorrir ou chorar.

Se chove, reclamo da chuva,
Se faz sol, clamo do calor,
Nada me atrai mais na vida,
Nem no pão acho sabor.

O mal que trago no peito,
Levou todos meus amores,
Até mesmo eu suspeito,
Que sou um pote de dores.






Outono
Maria Lucia Nascimento Capozzi


Os dias se escoam na areia da ampulheta:
nada se vai, tudo apenas adormece
ao som úmido das chuvas de março
e à luz matizada desses junhos medianos.

Sopram ventos súbitos e em breve
tudo reexistirá como maná invisível
sobre a relva, sobre o deserto
sobre os vales e as planícies de mim.

As coisas lentamente se enraizam
sob os pés e rumam ao silêncio:
recolho o gesto da folha caída
para que a poesia possa dar nome
aos sentimentos guardados neste outono
que busca e crê nas primaveras...






Seu olhar
Silvia Segato


Seu olhar

espelho d'alma

luz que irradia

brisa que afaga

perfume da noite

sabor de hortelã

gosto de flor

cheiro de chão

no azul cristalino

íntima sedução

pontos de luz

cristais da manhã.





Saudades de amor
Bêne Barichelo



Ouves através do vento
minha mensagem de amor?
No canto dos pássaros,
sentes minhas mãos
que acariciam teus cabelos?
Sonhas nas manhãs
que ainda somos um?
Neste amanhecer
a brisa levará no teu despertar
meu beijo de amor,
minha esperança pura
a alegria incontida
na arte de te amar...
Procuro o calor
que emanava de teu corpo,
momento de eufórica felicidade
que em um canto de minh'alma
ficou guardado.
Te amei simplesmente.
Não te ofendas
com minha saudade de amor
que canto neste momento,
enquanto a lágrima
se aninha em meu olhar.
Voa, beijo de amor,
pousa nas asas douradas
do rouxinol que passa!
Leva ao moço moreno
o amor desta alma apaixonada,
eternizando o amor da juventude,
porque te amei mais do que pude...



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