"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sábado, 6 de setembro de 2014

Boletim 109 - [ Ainda há tempo... Paz no entardecer... Olhei-te mais do que devia... O que somos... Amizades ausentes.. Sarau poético... Estas tuas mãos... ]







 
 






Ainda há tempo...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 13/agosto/2014 



O entendimento do que nos cabe como responsabilidade faz-se por estar deturpado,
A grande maioria das pessoas ignoram as leis, creio que seja pela falta de bons exemplos,
Boa parcela das atitudes e gestos não mais representam nada, apenas é feito e pronto,
Cada qual entende que é o ser pleno e único como individuo e tudo pode a seu modo;

O entendimento do que nos cabe como responsabilidade faz-se por estar deturpado,
Não há mais tempo para quase nada, tudo é atribulado e irrelevante, sem propósito,
Os pais, maioria, não acompanham seus filhos no caminhar da escola, falta-lhes participar,
Atendem de pronto as carências afetivas com presentes, com dinheiro, com desafeto;

As pessoas não entendem ou fingem tão pouco busca compreender da vida, sua estadia,
Vivem apenas do materialismo, do consumismo, de levar vantagem a qualquer custo,
O que conta é ser esperta, ladina, olhar apenas para o seu nariz e pronto, tudo resolvido,
O problema é sempre do que está ao lado, assim nada se oferta, muito menos a mão amiga;

As pessoas não entendem ou fingem tão pouco busca compreender da vida, sua estadia,
Agem sem medir as consequências, escolhem, dizem, ofendem, não mais conversam entre si,
O que importa é o dinheiro ganho, a ostentação, é o carro obtido, a negociata, o poder,
Quanto se perde e ainda sim se prefere fazer da cegueira que logra um triunfo;

Onde estará às boas regras, a simplicidade das pessoas, o bom dia que não se ouve mais,
O gesto de solidariedade que se ofertava sem olhar a quem, a compaixão, a ajuda,
Todos se fecharam em seus infames mundinhos medíocres e sem nenhuma felicidade,
Caminha-se alienado pelas calçadas do viver, esqueceu-se do abraço que ‘alimenta’ n’alma;

Onde estará às boas regras, a simplicidade das pessoas, o bom dia que não se ouve mais,
A educação que se aprendia no berço a qual moldava a família e os seres para o amanhã,
Hoje até o choro que se ouve assusta, nem sempre há nele sentimento e verdade,
Para que as emoções, a piedade foi esquecida, vigora o rancor, o mal alheio, a vingança;

Vive-se com medo, com insegurança, com o nada mais valer neste mundo de ninguém,
Rouba-se por centavos, pior ainda retira-se a vida por estes ‘mesmos’ ou pela falta destes,
Pedala-se na calçada por ignorância e impunidade e caminha-se na rua por falsa segurança,
Papéis sociais invertidos, conceitos que se perdem e se destroem sem aparente amparo;

Vive-se com medo, com insegurança, com o nada mais valer neste mundo de ninguém,
Apesar de tudo ainda busco crer haver não muito longe no horizonte uma Luz salvadora,
Prontamente ilude-se o mal querendo que se creia que este comanda e a tudo desorganiza,
Há com certeza o Bem agindo, mesmo que lentamente, é só querer vê-se a esperança em riste;

Sendo assim é que não se deve recolher do pensamento a bandeira da coragem e da perseverança,
Mesmo que para tal seja difícil, mas necessário de momento caminhar sozinho contra o vento,
Mesmo que lento seja o agir os outros ouviram o brado e verão os teus passos de confiança,
Perderão assim o medo e arregaçarão as mangas e empunharão a bandeira da paz e da honestidade.







 
 






'Trabalho: "Paz no entardecer",
do artista plástico: Marcelo Romani Borges de Araujo,
poesia concebida através da pintura...

Paz no entardecer...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 28/agosto/2014


Finda-se mais um dia e ‘este’ presenteia-nos com esta paz no entardecer,
O ‘brincar’ das cores que estampam ao céu azul entre tons de branco ao cinza,
Liberta a imaginação e recria os sonhos de criança, faz recordar a infância,
A tranquilidade d’água que se faz quase imóvel e reflete toda esta magia;

Finda-se mais um dia e ‘este’ presenteia-nos com esta paz no entardecer,
O colorido das árvores com suas folhas do verde ao dourado, quanta serenidade,
Um convite à reflexão, um encontro com o silêncio, absorver os sons da natureza,
Sonhar com um mundo harmonioso, esquecer-se dos percalços e ser feliz;

Sentir a brisa do vento na face acariciar a pele, tal qual um momento de benção,
Sentar na relva a beira d’água e apenas apreciar pelo tempo que se faça necessário,
Certamente se encontrar consigo mesmo através d’uma oração em tão bela paisagem;

Sentir a brisa do vento na face acariciar a pele, tal qual um momento de benção,
Brindar ao corpo físico e n’alma com este absorver de comunhão física e espiritual,
Entender que o belo do viver está na felicidade que cada qual possui e na simplicidade de ser.






 
 






Olhei-te mais do que devia...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 25/agosto/2014


Olhei-te mais do que devia e nem sabes quantas vezes para os teus olhos,
Sinceramente lhe confesso que perdi a conta das vezes que até fui insinuante,
Contudo permaneceste indiferente, ou não passaste de um leviano truque,
Sabia você das minhas atitudes, mas era eu em meu mundo e você no seu;

Olhei-te mais do que devia e nem sabes quantas vezes para os teus olhos,
Por vezes eu precisava disfarçar o que não tinha mais disfarce, entretanto...
Já nem relutava mais, queria mesmo que fosse escancarado o que demonstrava,
Infelizmente a razão, esta traiçoeira ou quem sabe salvadora tomava as rédeas;

Retirava assim dos meus pensamentos as emoções e os sentimentos tão almejados,
Fazia-me ver, pior ainda, aceitar a realidade que eu já sabia e não admitia,
Não estava escrito em nossos destinos esta união que tanto buscava em vão;

Retirava assim dos meus pensamentos as emoções e os sentimentos tão almejados,
Cabia-me apenas o consolar das constantes lágrimas em silêncio, na total solidão,
Uma espera inútil que nunca me abandonou, uma esperança que me envenena.






 
 






O que somos...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 27/agosto/2014


Somos apenas poeira na amplidão do universo,
Mas com certeza cada qual carrega sua parcela de importância,
Se assim não fosse eu não estaria aqui presente,
Nem você, nem ninguém cá teria significado,
Sinta-se capaz e ensine ao outro esta capacidade;

A vida e o viver é um constante aprender, um compartilhar,
Só se cresce, só se evolui, só se adquire a maturidade praticando,
Amor, Respeito, Harmonia, Simplicidade, Solidariedade,
Sinceridade, Fraternidade, Bondade e essencialmente Honestidade...






 
 







Amizades ausentes...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 20/agosto/2014



Às vezes eu fico cá a pensar quando estou envolto no silêncio,
Creio ser certo e deveria eu me isolar de tudo e de todos,
Penso e fico a pensar que assim não sofrerei dor alguma,
Principalmente a dor da perda da vida para a morte;

Às vezes eu fico cá a pensar quando estou envolto no silêncio,
Quantas foram as emoções vividas, os sentimentos e sensações divididas,
Tudo se fazia como um mundo sem fim, que tudo se faria eterno,
No fundo sabe-se a verdade, mas prefere-se a ilusão a realidade;

Não haverá mais o riso compartilhado, muito menos a mão que enxugará as lágrimas,
Ficar-se-ão as saudades, os bons momentos, o abraço amigo da amizade ausente,
Sangra em quem fica a despedida, contudo muito mais n’alma de quem parte;

Não haverá mais o riso compartilhado, muito menos a mão que enxugará as lágrimas,
Hoje neste recordar nostálgico com uma pitadinha de alegria consigo compreender,
Não quero mais o isolamento, pois quando for a minha vez alguém se lembrará de mim.






 






Sarau poético...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 19/agosto/2014


Tempo de contagiante magia ladeada de alegrias e fortes emoções,
Muitas palmas, empolgação, poesias em declamação, sublimes músicas,
Reunião calorosa de pessoas, sincera e benéfica convivência pelas artes,
Brinda-nos o céu este espetáculo, seja pela luz do sol ou pela luz da lua;

Tempo de contagiante magia ladeada de alegrias e fortes emoções,
Sensações expressas que ‘tocam’ de forma transparente n’alma,
Palavras e gestos libertos em vozes que ‘cantam’ com excelência a vida,
Sentimentos compartilhados sem medo algum e em puro êxtase;

Histórias, fantasias, contos e poemas, livres entre a realidade e o sonho,
Emocionam, acolhem, ofertam recordações, aproxima o passado com o hoje,
‘Desperta’ por vezes saudades de outrora, refaz pensamentos e trás a paz;

Histórias, fantasias, contos e poemas, livres entre a realidade e o sonho,
Concebe uma nova chance as lágrimas, esvaem-se as tristezas e as mágoas,
Ao final evidenciam-se a esperança e a felicidade cúmplices de horas de harmonia.












Releitura com permissão da autora
de sua poesia: Mãos
Inês de Araujo Porpino

Estas tuas mãos...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Releitura em: 27/agosto/2014


Que lindas e suaves são as tuas mãos,
Gosto tanto quando 'estas' tocam em mim,
'Alimento-me' desta tua maciez,
A qual me percorre deslizando-se em meu corpo,
Me fazendo assim encontrar-me em tuas carícias,
Desbravando serenamente todo este meu ser desconhecido,
Em busca deste prazer o qual só eu sei ofertar;

Que lindas e suaves são as tuas mãos,
'Estas' que me apertam e me comprimem junto ao teu peito,
Certamente me fazendo delirar,
Furtivamente me fazendo arrepiar,
Que em incontáveis vezes já enxugou as minhas lágrimas,
Quando triste estou à mercê das prisões da saudade;

Não me canso de dizer: que lindas mãos você possui,
São mãos fortes, mãos masculinas,
Servem egoisticamente aos meus prazeres, só a mim,
Se encaixam perfeitamente só em mim,
São estas tuas mãos, uma dádiva única,
E acredite no que lhe confesso, são só minhas!










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