"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

[Boletim 50] - Amei... Antes que o amor definhe... Apenas mais uma cópia... Atitudes dúbias...


Amei...
Celso Gabriel de Toledo e Silva  - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 02/maio/2001
Sinto-me perdido na noite, não tenho palavras a dizer,
Tenho sim um sentimento de vazio, uma grande perda,
Passo os olhos além da minha visão,
Buscando lhe encontrar na tranquilidade de seu lar,
Querendo confortar meu ser;


Luto com a solidão, mas pareço perder a batalha,
Enfraquecer meu raciocínio, minh'alma se unir a sua,
Parecíamos estar próximos, mas a vida nos pregou uma peça,
Pôs-nos no mesmo caminho com direções opostas;


Permitiu que nos falássemos,
Roubou a visão de cada um criando fantasia e ansiedade,
Angústia e como resultado separação,
Talvez tenhamos até cruzado o mesmo passo,
Trocado o mesmo olhar, convivido com a mesma dúvida;


Mas são perguntas que nunca terão respostas,
Tento lhe esquecer, compreender seu recado,
Feliz desejo ser... Quero muito que você também seja,
Como encontrar esta felicidade, se nem nos tocamos,
Se nem nos permitimos, a insegurança nos proibiu;


Quis lutar... Mas você desistiu,
Apagou a chama da esperança, quebrou-se a flecha do Querubim,
Desbancou-nos com poucas palavras,
Chegou, pensei instalar-se em mim,
Conhecermo-nos mutuamente, desejei demais, delirei;


Na minha vontade não me dei conta,
Seu medo foi maior, e não venci, sucumbi,
Os dias passam implacáveis, a noite reina imponente,
O tempo que faz a vida não para e com este tempo temos que seguir;


Sei que será doloroso, será difícil juntar os cacos,
Recompor-se é preciso, a vida continua...
Lembrarei sempre de ti, guardarei como lembrança,
O som da sua voz e o primeiro nome da pessoa que amei.



Antes que o amor definhe...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 05/dezembro/2005
No transcorrer da vida aprende-se que o amor nos deixa vulnerável,
Retira lentamente da razão a confiança que parece já ser adquirida,
Fazendo com que pouco a pouco seja substituída por medos e indecisões,
Algumas tantas sensações, como se o gostar passasse a ser um pecado moral;


Como se não bastasse, ainda sim enfrentar a transformação constante do corpo,
A passagem ininterrupta da idade a qual por vezes se disfarça e que nos amadurece,
O envelhecer lento e implacável que trás consigo o consolo de que a todos atinge,
A cada um indistintamente, alguns com maior intensidade, outros com menos voracidade;


Por vezes ter que suportar a frieza de um mundo que preza apenas a parte física,
Como se a essência do viver é a que cultua a beleza efêmera que o tempo definha,
Cria padrões, facetas como se cada individuo fosse feito de partes, não totalidade,
Nunca visto como um ser inteiro, sentimentos e emoções, qualidades e defeitos;


Atitudes que por vez ou outra vencem e eliminam até mesmo o respeito próprio,
Estereótipos falidos, estes os quais se insiste em ressuscitar esquecendo d’alma,
Transforma a massa que busca por felicidade em seres vegetativos, dominados,
Incapazes da vida, do riso, da lágrima, do simples ato de demonstrar afeto.


Apenas mais uma cópia...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 13/novembro/2008
Hoje sei que não represento mais nada para você...
Fui apenas útil enquanto da sua parte havia necessidade,
Não há em mim recriminação, muito pelo contrário,
Fico feliz que tenha aprendido a caminhar sozinho,
Entristeci sim o fato de ter esquecido de minha pessoa;


Fomos estranhos que quase se permitiram ao conviver real,
Ofertamos uma amizade temporária, muito mais da tua parte,
Eu quis perpetuar um sentimento quase raro, apenas quis,
Para tal é preciso reciprocidade e não houve retorno,
Caminhar é preciso e o fizeste sem querer a minha companhia;


Não negue que em ti era evidente o medo, a vergonha,
Cheio de tabus e preconceitos impostos pela sociedade,
Senhor de tanta euforia e petrificado diante da verdade,
A sorte que cada um possui é crescer, aprender e amadurecer,
Este no decorrer da vida é o princípio que nos dá sustentação;


Mesmo assim muitos não acreditam, fazem por ignorar,
Preferem muito mais arcar por preços e pagas inatingíveis,
Alguns se qualificam quase como um deus, capaz de sair ileso,
Este é o que mais sofrerá e mesmo assim nunca admitirá,
Tamanha a sua arrogância perante a vida, perante as pessoas;


Fui capaz de ver um brilho diferente, uma consciência mais elevada,
Onde será que todo este ser de futuro irá caminhar?
Quis alçar um grande voo, é justo, todos almejam vencer,
Depois que os filhos crescem, ganham asas e querem voar,
O que falta a maioria é compreender que é preciso apoio e chão firme;


Somos estranhos que quase se permitiram ao conviver real,
Fui capaz de ver um brilho diferente, uma consciência mais elevada,
Não negue que em ti era evidente o medo, a vergonha,
Você foi rendido pela sociedade, não passa de uma cópia barata,
Hoje sei que não represento nada mais para você...


Atitudes dúbias...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 20/março/2012
Você sabe quanto confunde meus pensamentos,
Produz um torvelinho nos meus sentimentos,
Trás escondido tantas dúvidas e verdades à tona,
Faz-me questionar, desejar e depois recriminar;


Chega até a mim quase do nada e me instiga,
Trás desejos e emoções que achava guardadas,
Faz de tal modo, quase se aninha em minha pele,
Depois de tudo já feito, do nada desaparece;


Não pensas em nada, nem em meus anseios,
Brinca comigo como se eu fosse uma marionete,
Não parece, mas carrego sangue nas veias como tu,
Sei rir, ser feliz, entristecer e também chorar;


Você sabe quanto confunde meus sentimentos,
Faz-me questionar, desejar e depois recriminar,
Chega até a mim quase do nada e me instiga,
Depois de tudo já feito, do nada desaparece;


Não pensas em nada, nem em meus anseios,
Sei rir, ser feliz, entristecer e também chorar,
Sabes bem tu, não passas d'um conquistador barato,
A única emoção que oferta é a do falso amor.

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