"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sábado, 19 de março de 2011

Espaço Poesia 10 - [Jota de Oliveira... Denise de Souza Severgnini... Ruben Vedovaldi... Mariza Estela Leal... Vera Celms... Maria Iraci Leal... Ana Maria Volpato Jensen... Maria Rosaura Prestes Amaro... Antonio Manuel Fontes Cambeta...]


Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]

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Noite de Luar
Joaquim José de Oliveira [Jota de Oliveira]
Americana-SP



Olhando o céu azul e as nuvens brancas
Vagando mansamente no infinito
Vai transformando o cenário do espaço
E a cada instante vai ficando mais bonito.

Eu me demoro longas horas e minutos
Observando firmemente a contemplar
Principalmente quando fico tão sozinho
Sob o domínio de uma noite de luar.

De vez em quando ela entra atrás das nuvens
Que vão passando no espaço a vaguear,
Logo em seguida reaparece mais formosa
E novamente o meu sertão vem clarear.

Ela é o motivo de alegria do roceiro
Que vive a vida humildemente no sertão.
Também é o símbolo do caboclo violeiro
Que em noites claras canta com seu violão.

Em alta noite, o som dolente de um pinho
Ouve-se ao longe, o cantar em serenata.
Olhando a lua, o seresteiro tão sozinho
Admirando o seus raios cor de prata.

Ele saúda as estrelas com seu brilho
O céu azul, e as nuvens na amplidão.
Repetindo várias vezes o estribilho
Encerrando, chega ao fim da canção.



A Sanidade na Loucura do Poeta
Denise de Souza Severgnini
Novo Hamburgo-RS



O poeta ama.

Amando sofre.

Sofrendo vive.

Vivendo "enlouquece".

Enlouquecendo escreve.

Escrevendo poeta.

Poetando exorciza fantasmas.

Exorcizando limpa a alma.

Limpando a alma sonha.

Sonhando volta a amar.

Amando "enlouquece" outra vez.



Pájaro del Vino
[Poema canção]
Ruben Vedovaldi-Cuidad de Rosario-Argentina



En medio el patio
soplaba la flauta
los parches latían
al ardor del canto

Y amor era algo
que soltaba Dulce
silencio del pájaro

La arena se amaba
con manos de niños
que alzaban cohetes
puentes y castillos

Y vos derramaste
tu efímero sueño
de vino encendido

En medio del patio
la luna apoyaba
sus pies delicados
en alada danza

Y yo deshojaba
las alas del sueño
por mis ojo de agua.



Oh, Senhor Pai, Mestre dos Mestres
Mariza Estela Leal [Mel] - Porto Alegre-RS



És tu Único e

Senhor do Universo
Dono de todas as coisas,
então porque tanta guerra?
O mundo implode com sua tecnologia
As armas nucleares tem seus reatores
Usados para o próprio povo que o criou
Não basta toda esta tragédia?
Para que se reconheça enfim, que nada é nosso
Tudo é da Mãe-Terra, do Senhor do Universo
Oh, Senhor Mestre dos Mestres
Somos tão ínfimos diante de Vós
A onda gigante nos engole e ainda assim
Ainda questionamos tua essência e
tua existência, inequívoca entre nós
Oh, Senhor Mestre dos Mestres
A dor dos que choram ainda não é suficiente
Para pararmos e olharmos para dentro de nós
E encontrar a centelha divina que nos habita

Fonte de Vós Único Mestre dos Mestres, Amém!


Poesia Danada
Vera Celms-São Paulo-SP



Quis fazer uma poesia leve,
Como vento brincalhão,
Não fanfarrão,
Quis com as palavras brincar,
Saiu uma poesia vulgar,
Dessas que não mentem,
Mas que não vertem,
Idéia nenhuma,
nem fora do lugar,
Mas nada disse,
Nada que redimisse,
Nada que remetesse,
Nada que retribuísse,
nada traduziu,
Nem inspirou,
Ficou um bate daqui,
Bate dacolá,
Batendo bola de lá para cá,
Ficou levinha,
E tão pouco aderente,
Mas ficou bem transparente,
Ficou sacaninha,
Não safada,
Só não disse nada,
Pensando bem,
Ficou como um ventinho,
Um quê descomprometida,
E descontrolada,
Até que ficou gostosinha a danada!



Gaya, O Lamento do Planeta Terra
Maria Iraci Leal [Mil] - Porto Alegre-RS



Choram as letras_Os homens_O mundo_O alfabeto de tudo
Derrama-se o pranto sobre o ataúde, sobre a lousa
Carregado de palavras, de corpos e tristes sentimentos
Chusma de escritos que se revoltam, pedindo redenção e piedade
Implorando por Gaya_Por seu triste fim_Por sua reação
Resposta desastrosa à falta de bom senso
Ao descaso_Indiferença ao seu reino
Transformada em horror e sofrimento
Choram as letras, os homens, os versos e as estrofes
Arrasados pela dor, pisoteados de desamor, tintos de sangue
Sacrifício da humanidade
Que recebe e paga pela desordem
Proclamada no altar dos caóticos e malévolos interesses
Carrasco que estrangula e cala, silencia a voz do amor
O amor à Gaya, Nave-Terra, Mãe-Natureza
Mãe prestimosa cuja missão é florir
Fertilizar os campos, florescer as consciências
O seu tormento responde com a enxurrada
à ação dos filhos malditos
O seu lamento é o copioso e terrível pranto
Carregando vidas e moradas
O que ficará para as descendências?
Lembranças apenas, reticências,
na mente guardadas
Saudade no coração!


Amanhã é primavera
Ana Maria Volpato Jensen - Americana-SP


Amanhã é primavera
e bem cedo eu sairei.
Quero andar por lugares longínquos
a procurar-me nas estradas sinuosas
por entre os campos floridos
na areia branca e nas fontes espumantes
onde a água corre inundando nosso ser
onde a gente se permeia de toda simplicidade
onde a vida cheira à flor de jabuticabeira.
Vou procurar-me nas pássaros que voam
e tentar sorver-lhes a liberdade.
Vou procurar-me na imensidão do céu
onde o horizonte se encontra no infinito azul.
Quero alguém que me entenda.
Quero um Deus que me atenda.
Receber as bênçãos do saber
que não vêm com o conhecimento
que são apenas informações abstratas e ventos
redemoinhos que levantam meus cabelos
apagam meus pensamentos
e levam-me solta pelos rios do viver.
Amanhã é primavera
e bem cedo eu sairei.



Despontar da Aurora
Maria Rosaura Prestes Amaro [Rosamaro] - Pelotas-RS


Vislumbra-se ao longe a aurora,
A noite se despedindo,
Anunciando nessa hora,
Que o sol está quase surgindo.

Belo é o despontar da aurora,
Com o céu todo colorido,
Um espetáculo, essa hora,
Em que o céu se vê despido,
Da noite que foi embora,
Pra luz do sol com seu brilho,
Numa linda melodia,
Chegar anunciando o dia.

E os pássaros revoando,
Nessa aquarela de cor,
Saem em bandos gorjeando,
Saudando a Natureza,
Com tão natural beleza,
Louvando ao seu Criador.



Murmúrios de Solidão
Antonio Manuel Fontes Cambeta -Évora-Portugal


Serei um poeta pensador
nunca me esquecendo de ti
vou sarando a minha dor
revendo como te perdi

Vivo na deriva da saudade
navegando em esperança e fantasia
sulco as ondas em liberdade
tal luz que farol percorria

Vou dedilhando simples palavras
em murmúrios de solidão
sobre as águas alteradas
batendo-me no coração

Vivendo nesta ansiedade
tendo o mar como companhia
vou apagando a saudade
do amor que em mim havia

Nesta corrente da vida
ficando a ela amarrado
procuro em ti a saída
de um amor mal amado.



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