"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

[Boletim 25] - Decidir pela vida... Decidir pelo amar... Janelas d'Alma... Tempo perdão... Louco Desejo... Assim era minha mãe... Do Outro lado do Rio... Amargo Sabor... Tudo e Nada... Curiosidade... Frustração...



Decidir pela vida...
Decidir pelo amar...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 17/outubro/2001


Preciso tomar uma decisão...
Encontro-me dividido,
Metade de meu corpo diz faça,
Metade de meu corpo diz, se arrependerá;

Qual decisão será a mais correta!
Com qual se perderá menos...
Provocará menos dor,
Provocará menos mágoa;

Gostaria, mas não desejo desaparecer,
Perder-me na vida...
Morrer de e da solidão,
Sair do corpo físico;

Creio poder, mas não resolver,
Pois o desejo está n'alma,
Está muito além da pele,
Muito mais que toques;

Está se transformando num martírio,
Roubando-me o sonho do desejar,
Tirando-me o sono do viver,
Trazendo um desalento constante;

Perco-me em minhas próprias palavras...
Em gestos ainda guardados,
Envolvo-me na saudade,
Prisioneiro da noite;

Aos poucos vou morrendo...
Clamo por este desejo,
Mas não o compreendo,
Insisto em querer senti-lo;

Está escrito nas linhas da minha mão,
Terás vida longa e mágoas,
Companheiro da solidão e nunca do amor,
Isolamento é meu cárcere;

Foi-me permitido falar dos sentimentos,
Vivê-los não me foi dado direito,
Preciso aprender esta ordem,
Buscar as forças e continuar;

Esta realidade está presente,
Não há como fugir...
Este é meu sinal,
A marca do corpo;

Meu amar é platônico,
Alimentar-me da dor,
Criar o alento pelas palavras,
Socorrer os necessitados;

Será me dado o consolo,
As forças necessárias,
Viver e recuperar...
Este é o ciclo da minha existência;

Resignação aos desejos comuns,
Elevação espiritual...
Um amor sublime caberá-me,
Sentimento celestial.


Janelas d'Alma...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 06/outubro/2006


Das inúmeras 'janelas' da minha vida...
Gravadas na minh'alma,
Nada é mais salutar confesso,
Do que as lembranças que carrego de olhar a chuva,
Olhar debruçado no parapeito da janela de minha casa;

Ouvir até cansar o som dos trovões,
Vislumbrar aos olhos o relampejar que incandesce ao céu,
Contemplar as formações criadas pelas nuvens,
A mescla de tons do branco ao cinza, quase negro;

Sentir na pele as gotas d'água tocarem meu rosto,
O vento ora calmo, ora forte a balançar as folhas do abacateiro,
Pássaros que se banhavam nas pequenas poças formadas pela chuva,
Pássaros que cantavam alto querendo cobrir o som dos trovões;

Assistir a 'festa' dos raios cruzando o espaço, desenhando no nada,
Vez ou outra dar uma escapada aos olhares protetores e correr n'água,
Mas nada, nada mesmo ficou presente como o som da voz de minha mãe,
Menino, menino, saia desta janela, é muito perigoso...
E eu dizia, que nada minha mãe, estou protegido pro Deus.




Tempo perdão...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 10/novembro/2007


Haverá de tempos em tempos...
Situações que sempre nos confrontará,
Em qualquer idade e tempo como ser humano,
Como pessoa única, individual em análises, pró e contra,
Com certeza na maior freqüência coletivamente;

Seja este o sentimento que for,
Seja qual for à sensação que venha causar,
Indubitavelmente produzirá variação de efeitos,
Venha isto acompanhado de um ato que o torne benéfico,
Venha isto acompanhado de um ato que o torne maléfico;

Sem dúvida não se pode negligenciar os resultados quanto às reações...
Imprevistos que se apresentarão, por vezes como insolúveis,
Desventuras criadas pela falta de estrutura psíquica, também moral,
Fortes paixões concretas seguidas de plena realização,
Fortes paixões envoltas em ilusão acompanhadas de escândalos;

Existirá com certeza o confronto ora positivo, ora negativo das idéias,
A forma racional de entender,
Discutir e aceitar,
A forma ora irracional de discordar,
A não aceitação, insistir no nunca entender;

Haverá, isto ninguém pode negar, sempre o defensor do amor,
Resultado estabelecido pelo dogma da 'construção' familiar,
A conhecida célula mater da sociedade, homem e mulher = filhos,
Haverá, isto ninguém pode negar, sempre o defensor do amor impróprio,
Resultado dos preconceitos e tabus, o receito da interpretação,
A incompreensão das escolhas, como se fosse melhor arder no inferno,
Sobretudo, o desrespeito à pessoa, à opção de vida;

O desequilíbrio causado pelas palavras mal proferidas,
Interpretações que nem sempre geram o equilíbrio, mesmo que temporário,
Atitudes que ofertam um tempo para a paz que se deseja,
Escolhas que clamam o bom senso entre razão e emoção,
Escolhas onde os indivíduos vejam-se nas entrelinhas,
Sabedoria, ingenuidade, harmonia, possam resistir;

Que se esqueça da arrogância,
Despoje-se da luxuria que cega às intenções,
Desarme-se dos ódios e rancores,
Exclua-se a ganância e se aprenda a compartilhar,
Livre-se das mãos as pedras da onipotência,
Abominem-se excessos, ofensas, desumanidade,
Que as vozes não só de tempo em tempo tenham um só tom, perdão.




Louco Desejo...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 07/julho/2009


Não há noite que não deseje estar em teus braços...
Ouvir tua voz bem próxima aos meus ouvidos,
Imaginar que você me possuí no inteiro do ser,
Tocar em meu corpo com e sem respeito;

Não há noite que não deseje estar em teus braços...
Descobrir estes desejos escondidos em você,
Trocar o calor de nossos corpos,
Ancorar neste abraço reconfortante;

Não há noite que não deseje estar em teus braços...
Levar minhas mãos em teus cabelos,
Ver o brilho de teus olhos,
Desejar o calor de teus lábios;

Não há noite que não deseje estar em teus braços...
Encontrar a paz neste abraço carinhoso,
A troca de afeto, o respeito...
A cumplicidade desejada e compartilhada;

Não há noite que não deseje estar em teus braços...
Sonhar pela realidade do acontecer,
Encontrarmo-nos para desejar,
Compartilhar emoções e amar.




Assim era minha mãe...
[Homenagem]
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 29/janeiro/2010


Descendente de italianos, criada em família humilde,
Mulher corajosa e de visão, mesmo com pouca instrução,
Afetiva, sempre um carinho tinha a ofertar, ponderada,
Simples, alegre e de bem com a vida, verdadeira e honesta,
Não admitia meias verdades, tão pouco a mentira;

Que sempre fosse expressado aos fatos pela sinceridade,
Por mais que pudesse doer no corpo físico ou n'alma,
Sempre atenta aos cuidados do lar e com a família,
Presença e alegria era sua conjugação verbal,
Assim felizes vivíamos, mãe, pai e eu filho único;

Fui o seu maior desejo, um filho que sempre sonhou,
Tratou-me e me ensinou creio, até mais do que devia,
Sempre foi zelosa e presente, nunca faltou um tempo a mim,
Amou-me incondicionalmente, mãe e amiga me foi,
Fazia questão de expressar este sentimento às pessoas;

Mulher corajosa e de visão, mesmo com pouca instrução,
Sempre junto a meu pai, em todas as situações, boas ou ruins,
Mulher de fibra, diante de qualquer adversidade, mesmo pessoal,
Encarou a própria doença como um presente, sem nunca reclamar,
Foi rocha impávida, sendo a mim exemplo até a sua partida;

Fez de mim como pessoa o homem que sou...
Capaz e honesto, trabalhador e independente,
Respeitador e amante da natureza e da vida como ela foi,
Ofertou a mim sempre o seu melhor, caráter e honradez,
Forjou-me com amor e respeito um ser consciente e integro.




Do Outro lado do Rio...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 07/março/2005


Somos homens e mulheres que vivem do outro lado do rio...
Como outros tantos renegados do amor livre,
Misturados a sutis olhares preconceituosos,
Enganados por pessoas que se dizem despojadas;

Como consolo, creio castigo, caminhamos sozinhos,
Tal qual a tantos outros que encontram refugio na solidão,
Vivemos como detentores de um segredo  que não se pode revelar,
Melhor assim do que compreender a atitude humana;

Desabafar pelas solitárias ruas que compõem a madrugada,
Chorar quando necessário no silêncio do seu próprio quarto,
Sorrir constantemente, tanto na alegria, muito mais na dor,
Não ser o que se deseja para sobreviver, se possível em paz;

Querer apenas ser feliz, nada mais...
Conseguir quem sabe algum respeito,
Consideração como pessoa, não pela opção,
Esquecer que vivemos do outro lado do rio.




Amargo Sabor...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 28/agosto/2002


Confusa está minha mente,
Metade de mim lhe deseja,
Metade de mim lhe evita,
Quisera poder entender o que me acontece;

Falar do que tenho sentido,
A falta que você provoca em mim,
O desejo por uma atitude que não existirá,
Já não consigo esconder meus sentimentos;

Não sofro mais só com o coração,
Uniu-se a esta dor minh'alma,
As lágrimas antes escondidas...
Não sei mais como disfarçar;

Conheci-lhe tal qual saboreasse o buquê d'um vinho,
Hoje amargo em minha garganta este gosto,
Busco pelo sabor que provei...
Não percebi a hora de parar;

Estivemos tão próximos...
Olho no olho,
Lábios, mãos,
Desejo;

A vida ainda insiste em brincar comigo,
Como castigo ofertou a tua proximidade,
Mas como condição impôs,
Apenas amizade, amor jamais...





Tudo e Nada...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 18/agosto/2008


Há que ponto nós chegamos, tínhamos tudo e nada conquistamos,
Voltei a ser o nada que eu antes era...
Perdido em pensamentos, sonhando com a felicidade,
Aguardando encontrar o ser que a mim fosse tudo;

Hoje sou quem sabe, parte do teu passado,
Já fui num curto espaço de tempo alguém presente,
Porém a distancia pouca que nos separa fez de ti ausente,
Manteve-me cá como alguém que acreditava ser desejado;

Ironia do destino que nos guia, também nos destrói,
Fomos água e vinho, mistura incompatível...
Eu!... Emoção a flor da pele, saudade, sentimentos expressos,
Você!... Razão em excesso bloqueando o prazer que merecíamos;

Tudo se mostrava harmonioso, simples e comum aos dois,
Não culpo, não julgo, não cobro, não exijo, não me ajoelho,
Nem quero que faças o mesmo, perdôo-te de qualquer ato,
Assim somos mortais, plausíveis de erros e acertos;

Necessito absorver o que houve, muito mais o que não houve,
Proteger o arranhão deixado na pele física para que não contamine n'alma,
Enxugar as possíveis lágrimas que meus olhos libertem,
Ser mais uma vez forte, confiante da sorte que trará um dia o amor.




Curiosidade...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 08/janeiro/2003


Saciastes o desejo do contato físico,
Ficastes assim liberto do prazer visto como profano,
Superastes o próprio medo...
Permitistes como opção a dúvida;

Saciastes o desejo do contato físico,
Encontrastes as respostas que tanto clama?
Retirastes o conflito da mente...
Permitistes como opção a consciência;

Passastes da fantasia para a realidade,
Sentistes um pouco do sabor proibido, será desejado!
Provastes na própria pele o prazer dos meus lábios,
Permitistes como opção o compartilhar;

Passastes da fantasia para a realidade,
Estivestes tão presente,
Ainda recordo-me da fragrância de tua pele,
Fascinastes a mim com tua meiguice,
Permitistes como opção viver ou sofrer...




Frustração...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 23/janeiro/2004


Porque fizestes o que fez comigo!
Iludiu-me os olhos,
Enganastes minh'alma,
Ofertei a ti sinceridade e respeito,
Como paga nem tua presença conheci;

Libertei-me de meus próprios medos,
Não hesitei em ir ao teu encontro,
Que tolice a minha, acreditar assim,
Imaginar existir verdade nas tuas palavras;

Desarmei-me das necessidades e dos receios,
Aceitei experienciar o novo,
Quem sabe um sentimento mútuo,
Ilusão foi o que me acometeu,
Frustração foi à cicatriz que me restou.



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