"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sábado, 5 de abril de 2014

Boletim 93 - [ Minha ruína... O que fizemos de nós... Nem sei quem sou... Dependente tecnológico... ]








 







Minha ruína...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 09/março/2014



Há cravado em minha pele um sentimento que me aniquila,
Cerceia o meu viver dia a dia consumindo todas as minhas energias,
Faz do meu ser um templo repleto de pedaços, sem pedra sobre pedra,
Faz do meu corpo um rio de água ruim, parada e imprópria;

Sensações incompletas que roubaram e ainda roubam o meu viver,
Desejos de felicidade destruídos por constante negligência, quase abandono,
Um gostar metade onde pouco ou nada havia o corresponder,
Havia sim um enganar das emoções que buscavam a verdade;

Há cravada em minha pele um sentimento que me aniquila,
Perdi a conta de quantas apunhaladas eu já desferi ao meu coração,
Sangra a beira da morte, mas permanece vivo e preso ao passado;

Sensações incompletas que roubaram e ainda rouba o meu viver,
Escraviza-me a saudade, as lembranças e as lágrimas constantes,
Tudo o que me ‘alimenta’ é a prisão na qual eu mesmo criei minha ruína...





 







O que fizemos de nós...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 12/março/2014



Não sei mais! Onde andará você...
Porque todo este silêncio,
Porque não me responde,
Porque insistir neste distanciamento;

Fui-te constante, até nos sentimentos,
Vivia da tua energia a qual me supria,
Absorvia do teu perfume ao qual me enfeitiçava,
Onde erramos para o hoje ser um abismo?

Não sei mais! Onde andará você...
Antes era a luz que me acompanhava,
Agora se faz a escuridão que me consome,
Abandono-me a própria ou nenhuma sorte;

Fui-te constante, até nos sentimentos,
Hoje nada mais me completa, alimento-me da solidão,
Vivo a míngua da saudade que se faz minha prisão,
Dia e noite pergunto-me: o que fizemos de nós...





 
 
 







Nem sei quem sou...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 16/março/2014



Venho das manhãs d’um passado turbulento,
Venho de dias que sempre desejei o esquecimento,
Sou prisioneiro de lembranças, hoje quase loucura,
Confundem o meu pensar impedindo-me de crer,

Venho das manhãs d’um passado turbulento,
Experiências as quais só eu sei o que vivenciei,
Raízes sem ramos e sem flores, contudo bem vivas,
Dores que nunca se libertaram do corpo e da mente;

Sou feito de mágoas e desconfianças, filho do abandono,
Tive o que imaginava ter por curto período, família,
Depois ficou evidente o pouco caso e o interesse,
Era apenas o objeto de cobiça, o portador de bens;

Sou feito de mágoas e desconfianças, filho do abandono,
Sou rude, sou avesso, sou cabreiro, quase bicho do mato,
Sou ressabiado de afeto e de carinho, já se fazem de mim perdidos,
Mas com certeza ainda em algum lugar repousa o amor...











Dependente tecnológico...
Celso Gabriel de Toledo e Silva – CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 18/março/2014



Através de suas ‘máscaras’ hoje a tecnologia se faz facilitar,
Porém ardilosa, age silenciosa ‘consumindo’ quem a usa,
Todo cuidado se faz pouco para não se permitir ao contaminar,
Inicia por afastar a pessoa da realidade que se vive,
Conduz sem que se perceba a individualidade que escraviza;

Transforma cada qual num dependente de ilusões,
‘Esfria’ o coração retirando as emoções e os sentimentos,
Engana aos olhos de quem vê, pois a visão da pele se faz física,
Retira assim do corpo matéria às sensações e ‘mecaniza’,
Distancia assim do olhar as amizades reais, o que dizer d’alma;

Transforma cada qual num dependente de ilusões,
Rouba o sorrir já não presente que antes havia na face,
Todo cuidado se faz pouco para não se permitir ao contaminar,
Substitui o contato físico, o olho no olho por mensagens;

Através de suas ‘máscaras’ hoje a tecnologia se faz facilitar,
Cerceia o conversar, o calor humano perdido numa ‘telinha’, 
Consome, afasta, individualiza e escraviza tudo de imediato,
Quando menos se perceber até as lágrimas não terão mais sentido.





 
 
 



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