"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Espaço Homenagem Viva... [Adilson Shiva...]



Homenagem Viva


                              
                              

Esses versos... Tua pele
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ

A tarde traz de súbito,
Um sabor doce de tua pele
E, ordena todas as luas
Que povoarão nossa noite...

O ar que respiro cheio de ti,
Já são nuvens de um outro céu,
De uma outra noite

Para onde te levo,
Ainda que não venhas...

A tarde traz de súbito
A tua pele que me falta...

                              
                              

Sem falar de amor...
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ

Não falávamos de amor,
Mas sabia que
'Eu te amo' como 'tu me amas'...

Amo as palavras de amor, que brotam
Nos versos que florescem e caem
Como folhas de outono e,
Fecundam o amor...

Como não amar o amor?
O amor acontece por si e em si,
Transforma o silencio enamorado,
Em palavras embriagadas
Pelo impossível de dizer...

E o que era corpo, já não é nada,
Nada que caiba em palavras,
Só estranhamento, encanto
E o sem sentido no dizer
'Lembra que te amo'

                              

Abstrações...
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ

Como pintura,
Teu retrato exalava teu cheiro e,
Teu corpo desnudo, desejos...
Tua alma descansava feliz...

Teu corpo nu me fazia
Sorrir para teu sorriso no rosto,
Ouvindo tua voz que falava
Nas minhas lembranças...

Teu retrato era teu carinho,
Última pintura de um corpo
Aquecido de amor...

Teu retrato sempre foi uma saudade,
Pendurado na parede...

                              
                              

A qualquer tempo
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ

Minha linda juventude
Flauta, noites e sons
Luas, orvalhos
E os campos cobertos
Por cristais de gelo...
As montanhas
e o infinito do tempo
a colorir o que era novo
Numa calça jeans debotada
cabelos ao vento
e o som dos vales...
Admirando o ipê que floria

Então,
Fale-me do tempo
Da chuva e do frio...
A qualquer tempo.

                              
                              

Paralelas
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ

Guardei seu olhar
Em cada olhar
Que busco...

No aleatório do encontro
O silêncio que não sabe o que fazer
Com essas palavras do olhar...

Nossas questões paralelas
Ou simplesmente círculos
Que habitam desejos

São tangentes
Buscando o infinito
Ou outra coisa qualquer:

Loucura, Insensatez
Tolice ou Estupidez
Resultam na solidão do olhar,

Um amor sem palavras
Só se dá na...
Confusa paixão

                              
                              

[...]
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ

O silêncio...
Sinal de um lugar que vai chegando,
Dúvida imortal frente ao vazio que somos...

De onde vem o espaço para a palavra,
Que seja capaz de lhe dar vida ou tirá-la?

Nos emudecemos,
Não por falta de coisas para dizer,
Mas percorrendo veredas opostas...

Ao acaso,
O poema escorre de mim,
Num encontro de sons e signos arbitrários,
Que vão se perdendo...

Mesmo que palavras cheguem ao poema,
O poema é sempre uma outra coisa,
Que estou longe de saber...

Então durmo e me esqueço,
Que o mundo prossegue
Com seus ruídos e movimentos...

                              
                              

A mesma noite...
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ
Ouvir a imensa e mais profunda noite
Estelar, habitada por mistérios e amantes,
Quando o silêncio procura
Pela sua voz, seu corpo e o infinito dos seus olhos
Tão perto e tão distantes...

Essa imensa noite escura, recordando sua boca
Com olhos noturnos que sonham e se fecham,
Para não esquecer seus beijos,
Insiste, teima em versos

Quem caem na alma do poeta,
Para fazer do amor,
Um só fogo e duas chamas,
Esse amor que nos queima...

                              
                              

Queda Livre...
Adilson Sebastião Silva
[Adilson Shiva]
Rio de Janeiro - RJ

Desesperadamente tento decifrar
O incomensurável mar,
Por onde navegam teus sonhos...

Então escrevo um poema,
Para transcender os limites, criando imagens,
Que descrevam teu corpo em queda livre...

Navegas ar e mar.
Amo a imprecisão do teu navegar,
Até tocares o chão com teus pés...

Anunciando ouvir devir...
Onde espero ancorar-te nos meus braços...
Sabendo o que fazer com isso!

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