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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

[Boletim 57] - Entre Mentiras e Verdades... Nada a receber... Dose de amor...





Entre Mentiras e Verdades...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 02/abril/2002

Como falar sobre as verdades, diz-me...
Quando tudo já se transformou em mentira,
Como querer que eu acredite em tuas palavras,
Quando apenas eu só me enganei,
Como aceitar o som da tua voz;

Como falar sobre as verdades, diz-me...
Quando tudo já se transformou em mentira,
A única realidade foi meu amor por você,
Minha ingenuidade entregue em tuas mãos,
Meu corpo a sentir o calor do teu corpo;

O que posso mais esperar de você,
Ofertei todo o tempo da minha vida,
Amei-te como nunca o fiz por ninguém,
Morri em alegrias e prazeres ao teu lado,
Vivi tristezas, dores e dúvidas longe de você;

O que posso mais esperar de você,
Ofertei todo o tempo da minha vida,
Encontrei em teus olhos o afeto que nunca recebi,
Encontrei em teus lábios o carinho de teus beijos,
Encontrei na noite quando juntos ficávamos puro prazer;

É tão difícil tudo isto que escrevo,
O querer é tanto ainda que só vivo de enganos,
O tempo que sobrou só me trás a perda,
Porque tivemos que nos conhecer,
Explica-me, preciso estar ciente do que houve;

É tão difícil tudo isto que escrevo,
O querer é tanto ainda que só vivo de enganos,
Sei que hoje estamos ligados pela separação,
Espero tanto sanar minha ansiedade,
Encontrar a força a qual te protege;

Procurei, confesso, outros braços para te esquecer,
Mas não consegui, está incrustado em minha pele,
A cada toque lembrava apenas de você,
Que feitiço colocou-me para não me libertar,
Aprisionou-me em seu coração ou no seu rancor?

Procurei, confesso, outros braços para lhe esquecer,
Mas não consegui, está incrustado em minha pele,
Fechaste a mim as portas da vida para o amor,
Puniu-me com a solidão e a dor,
O que me fazes não te mágoa como a mim?

Hoje não passamos de uma ilusão,
Hoje nos castigamos com as atitudes tomadas,
Estamos abandonados pela vida e no coração,
Precisamos reparar o erro e prosseguir,
Cada qual precisa compreender a razão do gesto;

Hoje não passamos de uma ilusão,
Hoje nos castigamos com as atitudes tomadas,
Nossas luzes internas se apagaram,
Não há mais o brilho do desejo teu por mim,
Precisamos libertar os pensamentos;

A vida será longa assim se ficarmos na amargura,
Vagaremos sem paz e nem amor,
Já nos perdemos dos sentimentos verdadeiros,
Não percamos as manhãs que ainda temos,
Libertemo-nos pelo menos para a vida;

A vida será longa assim se ficarmos na amargura,
Vagaremos sem paz e nem amor,
Esta é nossa realidade, é preciso enfrentá-la,
Só assim para saber e enxergar...
Que não estamos mais um ao lado do outro.





Nada a receber...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 01/dezembro/2005

Não sei quanto ainda carregarei em meu corpo mais uma noite vazia...
Aprisionado em meu quarto entre paredes dominadas por tirania,
Ora convivendo, ora amargando pensamentos que aguardam por calmaria,
Desejos e reações que só se realizam na doce e tola fantasia;

Pouco a pouco passo a absorver da música solta no silêncio que me inebria,
Trás consigo, mesmo que lute contrário o sono que me anestesia,
Fazendo assim que se expulse o sentimento que busca por magia,
Como resultado deixando apenas a dor que cria rebeldia;

Expressa emoções as quais nem a vida permite nostalgia,
Oferta apenas um caminhar que me faz viver em ironia,
Quantas e quantas vezes almejar por teus lábios que a pele já se faz fria,
Sensações que nem teu toque em meu corpo me arrepia;

Restar-me-á como consolo à saudosa melancolia,
Como se não bastasse a proibição pelo uso correto da grafia,
Ainda sim desfrutar única e exclusivamente de apatia,
Crer que nunca receberei de ti qualquer empatia...




Dose de amor...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - CeGaToSí®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Poeta dos Sentimentos®
Concebida em: 26/agosto/2009

Quantas indagações eu já fiz...
Quantas já me mantiveram até tarde da noite a pensar,
Porém uma me consome pelo transcorrer da minha existência,
Terei eu o amor suficiente?
Quantos outros já não pensaram iguais a mim?
Quem saberia dizer se existe a correta dose de amor...
Há uma medida, enfim adequada!
Saberá o sábio ou o leigo dizer se existirá a dose certa?
A quantia de sentimentos a se oferecer ou a receber!
Há, não duvido, a forma de se expressar...
Uns com mais intensidade,
Outros com mais ponderação,
Alguns quase imperceptíveis,
Cada qual possui a sua própria versão para contar;

Contudo...
Não podemos esquecer,
Que cada indivíduo,
Seja homem ou seja mulher,
É um ser único,
Se todos nós fossemos iguais,
Que graça haveria,
Seríamos bonecos manipuláveis,
Não precisaríamos das sensações,
Não haveria porque do se envolver,
Revelar-se através do emocional,
Cada um nem seria a sua própria imagem refletida,
Seria da vida uma cópia temporária sem definição,
Sem a parte a compartilhar do viver,
Que sentido faria,
Amar só a si seria contaminar ao corpo paulatinamente;

Fazer de si um ‘deus’ de pedra, para que?
Sentir-se a impávida rocha que ao menor sopro desmorona,
Que sentido haveria na existência!
Haverá sempre perigos a serem superados,
Haverá sempre alegrias a serem compartilhadas,
Haverá sempre lágrimas a serem demonstradas,
Haverá sempre risos verdadeiros a serem ofertados,
Tudo faz parte do infinito mistério do tempo chamado viver,
Precisamos sim é da prudência para experienciar cada situação,
Precisamos sim é da coragem que confronta a razão e a emoção,
Precisamos sim é das sensações que oferta a palavra amor,
Precisamos sim é de respeito mútuo, carinho, companheirismo,
Compreender a fragilidade e segurança que possuímos,
Que para tudo cada qual cria a sua própria dose,
Principalmente para o amor só se descobre e se aprende a dois.


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