"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sábado, 21 de maio de 2011

Espaço Poesia 12 - [Erikah Azzevedo... Mensageiro Obscuro... José Carlos Paiva Bruno... Raquel Donegá... Jolaine Justed... Marli Franco... Eulalia Celeste Pereira Gonçalves...]

Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]

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É o amor quem me escreve...
Erikah Azzevedo - Salvador-BA


O melhor poema é aquele que se lê no corpo,
quando o amor escreve,
com suor, sumos, sêmen...
desejo.
Campo onde o amor se insinua
Templo onde o gozo se cultua
Concerto onde não se silencia o prazer.

Deixo que me escrevas
Deixe que te escrevo
E sejamos voz... Nós... A sós...
Nesses tantos caminhos que nos fazem incandescer.
Pele com pele... Entregues.
Exposta... Totalmente nua…Tão tua
Dispo-me do meu melhor poema que é você.






Musa vestida de vermelho
Mensageiro Obscuro - São Gonçalo-RJ


Musa vestida de vermelho,
Tu me atraíste,
Tua boca e sorriso
Provocam-me luxuria.
A serenidade da tua face
Esconde mistérios.

Quero senti-la intensamente,
Totalmente conectados
Pela mente e pelo corpo,
Minha grande amante,
Minha companheira,
Dama escarlate.

Arriscaremos aventuras
Juntos pelas estradas
Do incalculável,
Onde mais vale a investida
Que o amargo sabor
Da desistência.

Não temas o futuro,
Somos o presente,
Não pense em obstáculos.
Envolva-se comigo,
Doce fetiche,
Vestido vermelho.





Ondas
José Carlos Paiva Bruno - Resende-RJ


É como pensar um desejo e arremessar a pedrinha no lago…
E assim rápido como um trago, ondas vibrando este mago,
Trazendo imaginando num frenético propagar, de apagar mágoas…
Nódoas pretéritas que foram desacertos, agora formas círculos perfeitos…

Formando esse seu jeito, sujeito aconchego trejeito, alcance perfeito…
Predicado envolvimento tipo eletromagnético, paixão em pulsar dialético…
Escorraçando o patético, oração coroando os ecléticos, termo do cético…
Replicadas ao oceano… Envolvendo a Terra toda… Transitivo todo obsecrar!

Pertinaz magia, assaz terapia, qual capturar em teia… Preia do alcance divino…
Sentindo sua energia… Criativa euforia… Bálsamo procria; fim da perraria!
Pervagar do meu caminho… Helena da minha Tróia… Celestial outorga tróica…
Qual pedra que deflora água… Aliada alma… Segue a gravidade estóica…

Retórica de Pélagos… Então anunciada ao eterno… Ternura desses…
Seres em atração que avança… Concórdia da trança… Corda para o castelo mais belo…
Brincadeiras de dois… Entropia, pois… Magia antes e depois: tudo…
Pares em palmas dadas circulares… Em corpos que se procuram… Gesto mudo!

Mútuo copular… Compartilhando prazeres… Compartimentados dizeres, sussurros…
Urros gozos puros… Catarse química… Mímicos marouços d’alforria, silentes gritarias…
Oscular alquimia… Tatos amplexos felinos; ciclos cios… Hinos plenos lunares…
Poros que se encontram… Tantos plenilúnios lúdicos… Carícias em prelibar…

Creio que estas vagas… Sejam aquelas do vai e vem do mar… Incansável amar…
Contínuo revigorar… Metáfora da Aliança… Onde jamais conjurar cansa…
Pois que o Amor revela-se em conjugar… Revelir indo e vindo… Infinito lindo…
Pugnazes licores em duelo de odores… Cheiro de vida… Preamar atrevida…






[Te Quero] Imediatamente
Raquel Donegá - São Paulo-SP


Não quero ler nas tuas mãos o futuro
Quero contigo desenhar o presente
E escrever nosso amor em cada de repente
E contar, narrar, dissertar... Nós dois.

Quero ao teu lado olhar por cima do muro
Beber a água pura da pura nascente
Amar teu corpo, como adolescente
Não quero deixar nada para depois.

Quero estar contigo, no claro, no escuro
Provar, enfim, que meu coração sente
Acordar em nós o que estava dormente.

Quero agora, assim, venha, somente
explodir essa explosão do presente
Que no nosso futuro, eu nada juro.





Para uma pessoa especial
Jolaine Justed - Laranjal Paulista-SP


Tem a aparência frágil e é tão pequenina,
o cabelo curtinho, jeitoso, bem branco,
um olhar penetrante e um corpo de menina,
um jeito bem falante e um sorriso franco.

Alguém pode imaginar, que em tal criatura,
que em tão frágil mulher, tão delicada flor,
reside tanta força, coragem, estrutura,
e a inabalável Fé nas leis do Criador.

Onde ela vai buscar energia tamanha,
em que fonte ela achou, tanta dedicação?
Ou será que ela usou de alguma artimanha,
para ter em seu peito um grande coração?

Na visita a doentes, nos leitos de dor,
sua palavra amiga e cheia de carinho,
tenta suavizar o mal do sofredor
e tenta amenizar a cruz do seu caminho.

As tormentas da vida passaram por ela,
tentaram derrubá-la e jogá-la no chão,
não sabiam, porém, da resistência dela,
não sabiam, também, da determinação!

Em meio aos vendavais, ressurge, vitoriosa,
com mais poder, talvez, também mais esperança,
mostrando para o mundo, a força corajosa,
de alguém que enfrenta a vida e que jamais se cansa!

Esse alguém especial, que é minha irmã querida
e por quem tenho a maior veneração,
desejo todo o bem supremo desta vida,
saúde, alegria e paz no coração!




Escuta-me
Marli Franco - São Paulo-SP


Escuta-me: sou como a brisa que toca tua face na primavera
Doces carícias de um olhar fragmentado em uma quimera
O aroma fino da dama da noite a bendizer ao florescer
Nas profundezas do meu ser em outubro a te querer.

Escuta-me: as lembranças são ondas um constante desafio
Nos limites da razão somos espumas, um mar de fascínio.
Intimas sensações agitando nossas mentes a singrar ilusões
Nas orlas do desejo transcendendo nossas impressões.

Escuta-me: na pele nossos arrepios de ousada caligrafia
Nos lábios desvendando o segredo movimento da euforia
No enigma que faz um grafismo na magia da estação.

Escuta-me: em versos tocando o teu íntimo sinal
Meu olhar navegando em tua órbita celestial
Meu amor explodindo na ternura do coração.

Escuta-me amor... Escuta-me...





Cais de partida
Eulalia Celeste Pereira Gonçalves - [Clarice Silvestre]
Porto - Portugal-PT


Sento-me junto a ti,
Numa tranqüilidade dúbia
A agasalhar solidões
Na penumbra dos teus olhos.

E vejo a minha alma
A andar de cá para lá
Neste cais de partida
A tambolirar os dedos
Em falsas transparências
Enquanto espera
Que soltem as amarras ao navio

Só no nada absoluto poderá descansar.
Se lá não for possível recordar
As buscas, a desoras,
Desse equilíbrio frágil
Entre o pleno e o vazio.





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