"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sábado, 22 de janeiro de 2011

[Boletim 23] - Só pelo Amor vale a Vida... O que fazes comigo!... Sobreviventes... Esquecimento... Conseqüências... Pelo amanhã das crianças... Ser Humano... Como a um livro... [da vida]


Só pelo Amor Vale a Vida...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 03/novembro/2005


Que prazer é este...
É amor!
Parece fugir ao meu controle,
Engana-me, assim mesmo mais nos une,
Faz-me desejar...
Sentir o calor do teu corpo,
Tocar em tua pele morena,
Ter-lhe junto a mim,
Todos os dias, todas as noites,
Em meus braços na madrugada;

Que prazer é este...
É amor!
Que me faz querer afagar,
Por horas teus cabelos cacheados,
Que me faz querer acariciar tua face,
As linhas de contorno do teu corpo,
Permanecer...
Faz-me desejar...
Contemplar teu rosto meigo e sereno,
Provar dos teus lábios,
Um beijo que se fosse permitido.





O que fazes comigo!...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 21/março/2004


O que há em mim são sentimentos escritos pela metade,
O que há em mim são dores que fingem cicatrizar,
Fazem de mim uma pessoa tola e sonhadora, um solitário...
Fazem de mim um romântico, um desiludido;

Um ser que almeja mais que o amor carnal,
Um ser que almeja no contato físico a sublime paz,
Sentir o êxtase na sensação compartilhada,
Sentir o êxtase da vida no brilho dos olhos;

Pensamentos, palavras, sonhos, isto é o que me cabe,
Pensamentos, palavras, sonhos, realidade em partes,
Sua presença ora ausente, ora efetiva, esta é minha sina,
Sua presença ora ausente, ora efetiva, liberdade e prisão;

Apareces e desapareces, ages em mim como doce veneno,
Apareces e desapareces, revigora-me, depois me sufoca,
És um vício confesso, absorvido como o elixir da minha vida,
És um vício confesso, ages em mim como a morte que esvai a vida.





Sobreviventes...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 06/maio/2003


Que reação é esta que ocorre entre nós,
Um desejar comum,
Querer estar próximo...
Não saber qual a atitude exigida;

Tornamo-nos inseguros pelo convívio,
Inimigos do prazer!
Carentes das sensações,
Quem sabe conscientes do amor que nos une;

Já não busco mais respostas,
Desejei a tua distancia,
Desejei a tua presença,
Quantos conflitos;

Quando acreditava tudo terminado,
Cada qual em seu caminho, amigos...
O destino nos prega uma peça,
Faz-nos amantes, por um amor intenso, sobreviventes da vida.





Esquecimento...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 07/outubro/2002


Tanto tempo já se passou...
A vida prossegue em frente,
Porém da tua presença não me libertei,
Está mais presente que antes;

Tanto tempo já se passou...
Minha ferida ainda sangra,
Não cicatriza a dor emocional,
Minhas mãos solicitam teu corpo;

Acreditei ser forte e superar,
Foi e continua sendo um grande engano,
Minh'alma clama constantemente teu nome,
Quanto mais negou ouvir, mais claramente ouço;

Acreditei ser forte e superar,
Hoje vivo em completa dúvida, no esquecimento,
A vida nos afastou...
Será que você me esqueceu?



Conseqüências...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 26/novembro/2006


Há situações na vida que não compreendemos,
Nem por isso deixamos de vivenciar...
Incorporamos e não observamos as conseqüências,
Buscamos viver, seja intensamente ou mais ponderado;

Só quando realmente a saudade prevalece é que acordamos,
Vemos que a vida nos fez refém de nossos sentimentos,
Que em determinados momentos o que nos consola são alguma lágrimas...

Dentre estas situações nos cabe às vezes carregar um silêncio que corta n'alma,
Nem sempre o que sentimos pode ser correspondido...
Seja o gostar sincero, a essência da amizade que une as pessoas verdadeiras,
Seja o amor real, este que ultrapassa todas as fronteiras;

Seja a sensação que produz o perfume do relacionamento, seja qual sexo for,
O que nos compete é sobreviver a todas as adversidades,
Resistir às dores, as lembranças e sobrepô-las com alegrias e bons momentos;

Materializar para si o som da voz de quem se gosta, por que não ama,
O amor não precisa ser físico, não precisa ser aquele que necessita do contato,
Mas o que tráz a paz ao espírito, tráz a reestruturação carnal, o equilíbrio,
Permanece como que impregnado na pele que vestimos nesta vida;

Libertar de si para si mesmo aos reações codificadas no corpo, os toques,
Relembrar quantas vezes seja necessário, felicidade, por que não tristezas,
Cada qual é um conjunto de atitudes, experiências, desejos, sobrevivência;

Manter-se presente, seja na bonança, mais ainda nas adversidades,
Ofertar a mão amiga, servir do que ser servido, não aguardar algum retorno,
Superar as próprias dificuldades, encontrar a coragem que não se crê possuir,
Gostar, amar, sonhar, realizar, desejar, compartilhar, chorar quando preciso;

Sobretudo ser único, verdadeiro, transparente, livre de mentiras...
Liberto do rancor, do ódio, da mágoa passada, desprovido da arrogância,
Ingênuo se possível para que não prevaleça n'alma a maldade recorrente, por conseqüência.




Pelo amanhã das crianças...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 16/agosto/2009


Há perigo na esquina...
Não se pode estar só,
Seja na rua, em qualquer lugar,
Perguntas surgem;

A ferida virá do coração,
Virá em busca de respostas,
Pouco são os pais preparados,
Toda a orientação lhes cabe;

Há perigo na esquina...
Não se pode estar só,
Estamos guardados?
Proteção, sorte, Deus;

A vida passa e 'corre'...
As pessoas erradas nos levam,
O mundo, este sim devora,
O ser humano explora;

Há perigo na esquina...
Não se pode estar só,
A vida precisa de Paz,
Não permita os 'dedos' da tirania;

A vida é o brilho de um sol,
O futuro dever ser luz e calor,
Para viver é preciso navegar,
Somos todos nós crianças;

Há perigo na esquina...
Não se pode estar só,
Para o amor virar vida,
Lutar será sempre preciso;

Viva e permita viver,
Não destrua a semente,
Vida é momento...
Vida é Dádiva não FINAL.





Ser Humano...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 18/maio/2007


Aqui sobrevive neste mundo de água e terra,
Entre natureza, fauna e flora quase desarmônicas,
Este mistério chamado ser, que se diz humano,
Constantemente acredita ser quase perfeito, quase...
Diz-se feito à imagem e a semelhança de Deus,
Porém, questionado é constante, esmiuçado,
As vezes a si mesmo se faz por rogado;

Concebido ou confinado a habitar este mundo material,
Diz o Livro Santo, criado pelo Senhor Supremos para dominar,
Ser racional, inteligência que por vezes o transforma em demente,
Costuma chegar através do ato sexual, decorrente do amor,
Vez ou outra chega através do ato bestial, decorrente de estupro,
Muito mais por irresponsabilidade moral, também por imprudência,
Surge tal qual deve ser, inocente, mais para banal, outra, até anormal;

Liberta-se para a vida através do útero materno, sua melhor proteção,
Extremamente indefeso, incapaz e vulnerável para o viver,
Sem ajuda definha, mas quando alcançar a existência adulta, alguns...
Ainda sim se farão acreditar ser quase o senhor de tudo,
Dotado de memória e discernimento, nem sempre eficientes,
A priori será individualista, pensará em si que em seus semelhantes,
Carrega a sina do desejo de matar, por prazer, quase loucura;

Assim ainda bem será uma minoria, parte infeliz da história,
Alguns, de tempo em tempo, extrapolam o limiar da razão...
Produzem atrocidades, guerras, um mundo de paranóias,
Mesmo com tudo isto, ainda por muitos acabam idolatrados,
Ficando a dúvida do quanto se deve cultivar esta insanidade,
Cultuar, talvez para não repetir, ou melhor, pelo bem comum esquecer,
Buscar entender porque se crê precisar da destruição para renascer;

Contudo, mesmo que com tantas adversidades o viver se manifesta,
Há benevolência e somos agraciados com as Bençãos do Ser Criador,
Carrega-se, quem sabe, como prêmio o prazer do sorrir que contagia,
Carrega-se, quem sabe, como alerta à sensação da dor que solidariza,
Oferta-se, sobretudo, ainda mais paz ante ao ódio entre alguns povos,
Ainda mesmo que sejamos todos de carne e osso, vil material,
Estamos aqui para obter aprendizado, maturidade, ofertar bondade,
Elevação d'alma para quem sabe se alcançar o Caminho da Luz...




Como a um livro... [da vida]
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de  Almas®
Concebida em: 19/janeiro/2011


Tudo agora é silêncio...
A solidão se apossa de meu ser,
A saudade percorre incansável minha mente,
Tudo é rápido, contudo sereno;

As situações,
As pessoas,
Os fatos,
Tudo passa como que num filme;

Meus amores de ontem,
As paixões do hoje as quais sei não ganhar,
Os sonhos materiais,
Os beijos que se fazem ser de eterno amor;

O livro da vida a tudo folheia, nada do que acontece escapa,
Nenhum segredo é esquecido,
As lembranças boas, as más, nada mesmo escapam,
A ilusão finge que perdeu seu poder;

A força é eterna e divina nesta hora,
O bem material de nada vale, deixa de existir,
O sentido é outro,
Tudo é puro, incomum;

Tudo se torna realidade,
Porém, o entendimento se faz definitivo também,
Tudo se acaba...
Saudades, paixões, a vida, enfim...



domingo, 16 de janeiro de 2011

Espaço Poesia 8 - [Silvia Segatto... Sandra Galante... Katya Forti... Cecilia Fidelli... Odila Gallo... Wilma Lúcia da Silva Moraes... Maria Iraci Leal... Mardilê Friedrich Fabre... Antonio Israel Bruno...]

Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]


. . . . . . . . . . . . . . . . . .




Baú
Silvia Segatto - Americana - SP


Vasculho o porão da memória
e quedo de encanto:
descubro aquele lenço
amarelecido
vestígio do tempo
e para meu espanto
sinto-o umedecido
ainda...
Aquela lágrima
de emoção
alegria
e saudade.





Ama-me com ternura...
Sandra Galante - Piracicaba - SP


Dá-me a tua mão para caminharmos,
Andaremos juntos com amor terno e eterno,
Ama-me por inteiro em todos os momentos,
Nas estações mais lindas e também no inverno...

Ama-me com todos os meus defeitos,
Inquietações, inseguranças e devaneios,
Ama-me com cumplicidade pela vida afora,
Ama-me como me amastes outrora;

Ama-me, preciso do teu amor!
Ama-me como se não houvesse amanhã,
Ama-me com ternura de alma pura,
Ama-me sem pudor por todas as nossas manhãs...





O Encontro das Águas
Katya Forti - Americana - SP


De um quadro na parede,
Foi que surgiu a inspiração,
Nele não havia uma rede,
Mas um caminho para a redenção;

Era uma bela imagem,
De leveza sem igual,
Retratava uma paisagem,
Parecendo bem real;

Contemplava-se no horizonte,
Uma linda cachoeira,
Também existia uma ponte,
Travessia de uma vida inteira;

Quantas vezes perdidos estamos,
Em busca de uma resposta,
E com muita ansiedade aguardamos,
Alguém que nos abra uma porta;

Enfim a eterna busca,
Se esvai como água em nascente,
Quando a visão nos ofusca,
Ampliando a nossa mente;

O que soa como paradoxal,
Revela profunda verdade,
Tudo parece normal,
Extinguimos do peito a maldade;

Foi lá no encontro das águas,
Onde se via Jesus,
Que dissiparam todas as mágoas,
Então vislumbrou-se a luz.





Lapidando mágoas
Cecilia Fidelli - Itanhaém - SP


Às vezes o mundo desaba sobre nós.
Não falo de deslizamentos de terra.
Falo dos caminhos que percorremos
e de alguns, pra onde desejamos voltar
induzida pelo amor,
sentimento eterno,
que nos trás esses estados depressivos,
egocêntricos, como se fôssemos culpados
por amar.
Como se fosse a própria consciência
perguntando...
-Por que deixar passar?
Novas realidades,
parecem tão imperfeitas,
que inevitavelmente
nos carregam de tristezas.
A vida é tão passageira,
não extingue sentimentos
e ainda destaca sofrimentos.
Espero a realização de um sonho,
mas não por anjos sem credos.
Quero crer que Deus está no comando,
e que simplesmente, vai facilitar.





Quero...
Odila Gallo - São Carlos - SP

Quero tua presença...
Teu corpo e tua alma,
Anseio intimamente por ti;

Quero tua presença...
Tua voz e tua sensualidade,
Penso constantemente em ti;

Quero tua presença...
Teus beijos e teus afagos,
Almejo plenamente por ti;

Quero tua presença...
Teu erotismo e tua doçura,
Presenteio meu gozo em ti.





Enquanto a lua faseia...
Wilma Lúcia da Silva Moraes - Americana - SP


Quando a Lua aparece, encanta e espanta
com o esplendor de seu brilho e tamanho
sozinha no céu, faz um ateu acreditar,
que o Criador inspirado estava, quando tudo criou,
pincelando com a cor do amor e da serenidade, a natureza.
A vida explode e sacode o mundo num segundo.
Tudo sobe, borbulha e espalha fagulhas que se transformam
em estrelas tão belas que enfeitam janelas
abertas para a brisa da noite.

Quando a Lua esmaece não se esquece o sentimento
e fraqueza diante da beleza que enternece as mentes,
e mesmo assim, quando ainda se consente
o sofrimento, é hora de adormecer!
Só no apartamento, entre paredes nuas, e flores e verdes,
sobre tapetes de sonhos em sótãos guardados,
a mochila esquecida num canto qualquer, lembra
no espelho, calada face de mulher, sempre à espera!

Quando a Lua se entorta e se esgueira através da porta
com olhar ansioso e jeito ocioso de quem nada quer,
mas espera serena pelo amor, a mente desperta
se vem a dor de sua ausência, e pede clemência, piedade,
para que a saudade não mate a solidão de um coração
minguado, cansado, tão propenso aos sofrimentos,
susceptível aos lamentos sem pensar em desistências
apesar das carências que transbordam.

Quando a Lua se endireita, parece que à espreita
há sempre alguém solitário, que também tem seu calvário
mas não cansou de lutar.
De um rádio qualquer, um acalanto se espalha com o vento,
a quebrar o silêncio que sufoca e a transpor pensamentos.
A paixão que predomina anima o espírito e convence
que o medo não vence toda batalha.
Se a navalha corta a carne e não falha,
atrapalha o caminho onde me alinho à verdade que buscava.

Quando a Lua se esconde, o olhar se expande
além do lugar onde se esvaiu sua imagem,
na paisagem triste borrada por lágrimas vertentes,
gementes, ardentes, carentes, do pranto copioso, sem fim,
brotando em mim, do âmago para o externo.
Em rabiscos num caderno teço em versos
uma história de memória.
Não há glória no recordar.
Mas recortar em pedaços cada dia e juntá-los novamente,
desfazer os laços que algemam cada passo,
é poder acordar renascido, é viver como a Lua, remido,
é poder reviver e sonhar!





Eu me amo
Maria Iraci Leal - Poá - RS


Eu me amo em tudo que fui e sou
Na beleza que já não tenho
Que o tempo levou...
Eu me amo
Nos primeiros cabelos brancos
No despertar da consciência
que tira das reminiscências
o melhor... E dá vida ao que restou...
Eu me amo
No caminhar para a velhice
O desfrutar dos momentos
O esquecimento do passado
A euforia de mais um dia
Sem medo da morte
sem temer o que é triste...
Eu me amo por tudo isto e... Após isto
Ter aprendido
que a vida passa depressa
Entendido
que o amor existe
e em nós primeiro começa...
Eu me amo!
Assim saberei te amar!





Feliz Rotina
Mardilê Friedrich Fabre - São Leopoldo - RS


Todas as noites, contas-me segredos,
seguras-me pelas pontas dos dedos,
conduzes-me pelo mundo dos sonhos,
afastando os momentos enfadonhos.

Todas as noites, teu olhar me afaga,
teu sereno sorriso me embriaga,
tua diáfana voz me acalenta,
e a tua boca a minha experimenta.

Todas as noites, cobres-me de amor,
o jardim exala suave odor,
e nós dois escrevemos um poema
de desejo e de fantasia extrema.

Todas as noites, sorvo tua essência,
pois tu alimentas minha carência
com a presença sem questionamentos,
impregnando-me de teus sentimentos.





Traído pelo amor
Antonio Israel Bruno - Barrinhas - SP


Tenha-me amada minha ao teu querer,
Pois a amo e na paixão cego te tenho,
Veneraste deusa, na compaixão sofrer
Sofridas amarguras, me é passado o lenho!

Me enclausuro debatendo minha alma,
E te querer sempre me foi o ideal sonho
Afasta-me da sociedade triste o trauma
Me aprisiona o sentido ferindo medonho!

Te deparo ao amigo meu prostrada
Declara na fartura do teu ser a ele domada,
No falso suprir das necessidades suas
Encontro a sarjeta da vida minha: rua.

Hás de sofrer, chorar tal qual sofri;
Das dores sentirás como as senti;
Porém amargura me é mais ainda;
Com o punhal nas costas cravado, traído!




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