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sábado, 3 de setembro de 2011

Espaço Poesia 15 - [Mardilê Friedrich Fabre... Vinícius Paulo Almeida... Cláudia Valéria Miqueloti... Benedita Barbosa Barichello... Ilza Nascimento... Francisco Luís Rodrigues Fontinha... Mensageiro Obscuro...]


Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]

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Um dia...
Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo - RS
Vesti-me com pétalas de saudade,
Assaltada por lembranças travessas
De um tempo só de sensibilidade,
Em que corações não ouviam cabeças.

Assaltada por lembranças travessas,
Eu flutuava entre enganos e ilusões
Em que corações não ouviam cabeças,
E a vida conspirava ligações.

Eu flutuava entre enganos e ilusões
No silêncio da madrugada esperta,
E a vida conspirava ligações
Nos descaminhos da distância certa.

No silêncio da madrugada esperta,
Eu me mesclava à perfeição de Deus
Nos descaminhos da distância certa,
Enquanto sorvia desejos meus.

Eu me mesclava à perfeição de Deus,
Sofrendo dos outros todas as dores,
Enquanto sorvia desejos meus
De livrar o mundo de maus condutores.

Sofrendo dos outros todas as dores,
Queria a graça, fazendo justiça,
De livrar o mundo de maus condutores,
Aspiração de minha alma noviça.

Queria a graça, fazendo justiça,
Atrelada aos meus dias passados,
Aspiração de minha alma noviça,
Derramar sentimentos abençoados.

Atrelada aos meus dias passados,
Sozinha, tocada pela bondade,
Vertendo sentimentos abençoados,
Vesti-me com pétalas de saudade.
........
O pantum é originário da Malásia. É formado por quartetos com rima cruzada, em que o 2º  e o 4º versos de um reaparecem como 1º e 3º do quarteto seguinte. O poema deve terminar com o verso que o iniciou, e o número de sílabas poéticas dos versos pode ser oito ou dez. Foi levado para a Europa por Vítor Hugo. No Brasil, Olavo Bilac e Alberto de Oliveira praticaram esse tipo de poema.
Santo Cifrão
Vinícius Paulo Almeida
Campo Belo – MG
Cifrão almejado em teus olhos
Perca teu sangue às cobras
Te contente com as sobras
Que os bolsos ricos eu molho!

Fui feito para ser rei
Desprezo teu corpo imundo
Dentro deste poço fundo
Faço a minha própria lei


Deslumbro-te com promessas
De te dar um bom futuro
Só gosto de sangue puro
Teu pranto não me interessa

Tu achas que sou redenção
Outro aclamado messias
Aumente tuas agonias
Por mim vais virar ladrão!

Pouco me importa tua vida
Neste solo és um nada
Tua mente escravizada
Por meu sabor homicida

Exalo o cheiro da glória
Sou cor verde da esperança
Só dos nobres encho a pança
Dane-se toda esta escória!

Sou somente tua criação
De mim perdeste o comando
Vegetas agonizando
Por um farelo de pão

Não sou teu deus nesta terra
Talvez ainda compreendas
Desates todas as vendas
Antes que o marquem com ferras!

Coração Pagão
Cláudia Valéria Miqueloti [Chellot]
Nova Iguaçu - Rio de Janeiro-RJ
Não tenho dono, sou do mundo
Carrego nos ombros o pó das estradas
Não sigo doutrinas e não me confundo
Sou meu guia - sigo para novas paradas

Tatuo no peito as folhas da liberdade
Não me prendo a emoções desenfreadas
Sou velho e criança na flor da idade
Assumo sem culpa minhas mancadas

Nos braços do vento sou quem procuro
Amor inconstante num coração puro
Pagão sem medo de viver

Sou flecha, espada, meu próprio futuro,
Não temo a morte, sou a luz no escuro
Estou de saída e não pago para ver.
Saudades de Amor
Benedita Barbosa Barichello [Benê Barichello]
Americana - SP
Ouves através do vento
minha mensagem de amor?
No canto dos pássaros,
sentes minhas mãos
que acariciam teus cabelos?
Sonhas nas manhãs
que ainda somos um?
Neste amanhecer
a brisa levará no teu despertar
meu beijo de amor,
minha esperança pura
a alegria incontida
na arte de te amar...
Procuro o calor
que emanava de teu corpo,
momento de eufórica felicidade
que em um canto de minh'alma
ficou guardado.
Te amei simplesmente.
Não te ofendas
com minha saudade de amor
que canto neste momento,
enquanto a lágrima
se aninha em meu olhar.
Voa, beijo de amor,
pousa nas asas douradas
do rouxinol que passa!
Leva ao moço moreno
o amor desta alma apaixonada,
eternizando o amor da juventude
porque te amei mais do que pude...
Amigo
Ilza Nascimento
Curitiba - PR
Não há nada mais gostoso
Que encontrar um amigo
Gentileza estampada no rosto
Simpatia, carinho, sorriso
O tempo voa, horas passam num segundo
Mas deixam sempre uma marca...
É a saudade que já pousa
Profunda no coração de quem vai.
Marcante no coração de quem fica...
Os versos de uma canção
Francisco Luís Rodrigues Fontinha [Luís Fontinha]
Alijó - Portugal-PT
E se ele cair
Na pele vai sentir
O que estou a viver,
E sei que vai cair...
E aprender,
Que nenhuma luta é em vão
Ou a fingir,

E se ele cair
Na pele vai sentir,

Os versos de uma canção!
Amizade colorida
Mensageiro obscuro
São Gonçalo - RJ
Quando nos tocamos tanto
por sorrisos e olhares,
colamos nossos corpos
quase sem segunda intenções.

Nossa bela sintonia
cria algo muito íntimo,
onde experimento nuances
de diversas cores vivas.

Então, com essas tintas
fazemos um degradê
de suaves e profundos
desenhos em nossa tela.

Na amizade colorida,
somos pintores nus
sem tradições tolas
que nos fariam sofrer.

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