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domingo, 26 de junho de 2011

Espaço Poesia 13 - [Cláudia Valéria Miqueloti... Marli Franco... Maria Luiza Fronteira... Gilnei Neves Nepomuceno... Mardilê Friedrich Fabre... Poeta Malume do Brasil... Marlene Edir Severino...]


Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]

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Nas páginas da vida
Cláudia Valéria Miqueloti - Nova Iguaçú-RJ
Páginas em branco
Puras e intocadas
Páginas coloridas
Esperanças ativadas.

Nas páginas da vida
Escrevo minhas memórias
Frente e verso amadurecida
Capa dura revestida de histórias.

Juras de Fogo
Marli Franco - São Paulo-SP
Ouça a canção que entrego no teu coração,
Espere a solitária madrugada cair na tua mão...
Venha curtir na esquina da expressão sincera,
Um beijo que te espera em pausa e venera.

Ouça a minha voz deslizando no teu peito,
Dedilhando devaneios nos lençóis do teu leito.
Os dedos são plumas no movimento secreto,
O encanto de um solfejo no corpo do soneto.

A jura era chuva de fogo, queimou e foi apagada...
O momento suplica ao luar e pede outra versão,
Das palavras expulsas dos lábios na voz da emoção.

Somos partitura rasgada nesta jura atormentada...
Nossa inspiração grita pedindo mais uma canção,
Nas claves do desejo em uma só noite de paixão.

Delírios
Maria Luiza Fronteira - Funchal - Portugal-PT



       
Olha, amor vê como ainda ontem
Nossos corpos tão selvagens
Em cruzeiros de luxuosas viagens
Cuzavam imensos oceanos, atingindo o além.

… amor e o futuro, esse era ainda nosso… e a sós
Por entre multidões de acasos e premeditados
Momentos… nossos corpos brindavam extasiados
Como se não houvesse amanhã… eramos só nós.

… e já lânguidos… amor e agora olha para hoje
Olha assim… para nossos corpos abatidos
… proibidos, como se fosse freira e tu monge.

Olha, para o esboço que se avizinha… antevê
Olha ainda que em delírio, sem direcção alguma
Olha como se a terra já não fosse nossa… vê.


Ingenuidade do amor
Gilnei Neves Nepomuceno - Morada Nova-CE
                                                 
Acelerando o pulsar do coração
Surge o amor, meio amarelado
Fuçando as portas da emoção
Invade a alma qual semente
Entra germinando animação
Nos lábios engatinhando
O prenúncio da paixão
Em sorriso corando
Em terna agitação
Sinais do amor
Com fervor
Na boca
Com fervor
Sinais do amor
Em terna agitação
Em sorriso corando
O prenúncio da paixão
Nos lábios engatinhando
Entra germinação animação
Invade a alma qual semente
Fuçando as portas da emoção
Surge o amor, meio amarelado
Acelerando o pulsar do coração.

Um Canto ao Inverno
Mardilê Friedrich Fabre - São Leopoldo-RS
                                                 

A natureza veste-se de branco,
Como os meus cabelos. O tempo gela.
Há em mim um silêncio frio que estanco.
Vejo a árvore desnuda da janela,
Como o meu coração sem teu afago.
Mas existe a poesia que trago
Cantada na solitude que vela.

Passei a noite ao teu lado
Poeta Malume do Brasil - Fortaleza-CE
                                                        

Era o sonho que na vida eu desejava,
Ter ao menos um só dia o teu amor,
Encontrar-te para estar ao meu dispor,
E te dar amor àquilo que sonhava!

O destino te enviou ao meu caminho,
Numa hora que jamais imaginei,
Neste encontro, eu bem forte te abracei,
Entre os ventos do luar dei meu carinho!

Eu passei a noite toda ao teu lado,
O momento que jamais vou esquecer,
Pois matei dos sonhos toda a ilusão!

Eu te dei amor dormindo acordado,
No teu corpo fiz meu corpo aquecer,
E senti que eu ganhei teu coração.





Além do Quintal
Marlene Edir Severino - Itajaí-SC
                                          
Vai além do quintal,
da cor do dia,
se chove ou faz sol,
se primavera ou verão,
independe da estação.

Um pouco mais à frente,
além da roupa que cobre o corpo,
um pouco além da pele,
veias, artérias,
da distância que separa, da vida
que subtrai, acrescenta,
ou do tempo de vida no planeta.

Além, vai um pouco além
do que se fala,
murmura, geme, ou escreve,
na inútil tentativa de buscar a palavra certa,
nomear sentimento independente de gestos,
abraços, afagos,
assexuado [ou não]
não importa, é mais além.

Vai além, da palavra expressada,
inútil conceituar.
Traz o veneno e o antídoto
– é mínimo e imensidão
depende do ponto de vista,
varia com a forma de olhar.

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