"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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domingo, 2 de janeiro de 2011

[Boletim 21] - Entre razão, emoção e espera... Suas últimas palavras... Situações... Punhado de Pedras... Constatações... Sem Reflexo... Ao te conhecer, Ao te perder... Tuas Atitudes... Palavras Sinceras... Uma Mesma Verdade... Tu...



Entre razão, emoção e espera...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 27/abril/2003


Aguardei-lhe acredite...
Confesso a você com tamanha expectativa,
Desejava curar esta saudade que me consome,
Provar do som da tua voz nos meus ouvidos;

Aguardei-lhe acredite...
O tempo esvaia-se entre meus dedos,
Minutos preciosos que não encontrarão retorno,
A sensação d'uma solidão interminável;

Procuro não ser tanta emoção,
Mas como disfarçar os sentimentos,
Sinto-lhe como parte da minha pele,
És, acredita, presença em meus pensamentos;

Procuro não ser tanta emoção,
Controlar o desejo pelo gostar,
Encontrar as explicações que se fazem necessárias,
Porém, mais me provocam a confusão;

Vivemos da imaginação e da espera,
Alimentamo-nos da fantasia que nega a realidade,
Sabemos da impossibilidade deste amor,
Mas nego acreditar nisto, não me cabe aceitação;

Vivemos da imaginação e da espera,
Sofrerei apenas eu, sofreremos ambos!
Dá-me a confirmação que desejas amar intensamente,
Oferta aos meus olhos à alegria, não as lágrimas da espera.





Suas últimas palavras...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 07/junho/2002


Fiquei com o som das tuas últimas palavras em meus ouvidos,
Um desejo escondido nas entrelinhas e um medo na tua fala,
Um medo tão real e tão presente que impede a realização deste desejo,
Confesso ter-me perdido em dúvidas e mágoas, mas não desisti;

Apesar de respeitar tua decisão estou em conflito com meus sentimentos,
Senti-me tão inseguro quanto a você por não encontrar a atitude que deve ser tomada,
Por você não ter a coragem da decisão a nosso respeito fosse qual fosse,
Assim não nos desvencilhamos um do outro, ficamos com o sentimento, mas não a ação;

Assim não quero viver, pensar que terei você ao meu lado e estarei me enganando,
Quero um tempo completo para nós, para nos relacionarmos, viver o que nos foi reservado,
Não quero continuar sendo a metade ao teu lado, busco alguém para sermos inteiros,
Compartilhar, criar cumplicidades, seremos companheiros pela vida e no amar;

Minhas palavras pode até lhe machucar, mas eu preciso dize-las a você,
Não quero viver escondendo nada, isto não seria vida, estaríamos apenas nos enganando,
Criando falsas ilusões e apenas ofertando um ao outro desrespeito e desconfiança,
Prefiro chorar agora enquanto a dor nos libertará e nos fará felizes para recomeçar;

Porque permanecermos com esta mentira de acharmos que caminhamos de mãos dadas,
Ainda seguimos por estradas diferentes, não encontramos o chão que pisaremos juntos,
Cada qual ainda carrega seu próprio brilho nos olhos, nossos olhares não brilham na mesma direção,
Creio que um tempo de reflexão será necessário para sanarmos nossas indecisões;

Eu sei que riscos nós teremos de correr para vivenciar estas novas sensações que nos são ofertadas,
Eu estou ciente de cada situação que irei viver, me alegrar, entristecer, algumas vez até brigar,
Só não quero estar sempre na dúvida, na desconfiança dos seus sentimentos pela nossa convivência,
Venho de peito livre, alma limpa, coração aberto, para ofertar e receber mutuamente deste amor;

Não quero viver de fantasias, compreendo a realidade da vida e desejo compartilha-la com você,
Saberemos encontrar neste tempo nossas horas de sonhos e fantasias, estaremos presentes,
Quero viver intensamente e com prazer o que a vida nos reserva, seja este tempo curto ou duradouro,
Para tal preciso que você também deseje igual, se este for o teu desejo, acredite, ele será nosso...





Situações...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 18/setembro/2001


Há momento...
que tudo some,
Insiste...
Ser um imenso vazio;

Há momentos...
Que o Silêncio domina,
Comanda...
Decreta a falta das palavras,

Há horas...
Que a vida fica inerte,
Sufoca...
Porém sobrevive;

Há horas...
Que a dor se instala,
Persiste...
Parecendo não ter fim;

Há dias...
Que tudo é alegria,
Felicidade...
Indescritível;

Há dias...
Que tudo é tristeza,
Solidão...
Presença ausente;

Há semanas...
Que se oferta uma mescla de sentimentos,
Permanecem...
Alterando num vir e ir;

Há semanas..
Que desejamos viver um pouco de tudo,
De repente...
Desejamos não viver nada mais;


No decorrer dos meses...
Enfrentamos tudo,
Vencemos ora,
Perdemos ora;

Pelos anos...
Caminhamos pela vida,
Buscando força na Fé,
Criando, fazendo parte da lição;

Um conjunto harmonioso,
Momentos,
Horas,
Dias;

Semanas,
Meses,
Anos,
Viver...





Punhado de Pedras...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 25/janeiro/2005


Com que direito cada pessoa pode falar do sentimento alheio?
Acreditar ser simples assim, ouvir primeiro e depois julgar,
Captar apenas o que disse o outro, nunca se colocar no mesmo lado,
Ainda mais quando a pele em questão não é a tua própria;

Cômodo é recriminar as decepções alheias,
Não se precisa da coragem como se fosse para enfrentar as tuas dores,
Cabe apenas o comentar sem entender se lhe cabe,
Quanto magoará, quanto onipotente se tornou para tal;

As emoções não são ponderadas, quem sabe nem perdoadas,
A história de vida do outro não é a tua para míseras comparações,
Qualquer pessoa busca felicidade enquanto nesta vida,
Fazer do gostar quem sabe um amor que atravesse o tempo;

Feliz àquele que consegue em vida tua vida pessoal,
Respeitar aos demais cabe a todos, porém, nem sempre acontece,
Nem todos sabem transformar perda em lágrimas,
Libertar rancores, expectativas, chances perdidas;

Por isso que antes de qualquer situação nova se espera encontrar um ombro amigo,
Clamar-se pela paz já tão exaurida d'alma,
Quem sabe a oportunidade por alcançar um carinho, um afeto verdadeiro,
Alguém que não tenha nas mãos apenas um punhado de pedras.





Constatações...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 09/junho/2008


Fiz por libertar da minha pele a pele da pessoa que deveria ser a minha metade,
Pois de tão ausente, som e visão, nem aos olhos d'alma se fazia estar presente,
Fostes e não posso negar, no começo o gostar que se fazia presença constante,
Fostes à essência do que busco, mistura de ingenuidade e malícia, extrema verdade;

Não havia distancia física, haver o prazer do contato, nem tão pouco material,
Os esforços desprendidos pela felicidade eram iguais, cada qual em atitude real,
Corpo, material e espírito-alma, ofertavam ao brilho dos olhos a mesma sintonia,
Tudo se manifestava tal qual devia ser, o aguardar que trazia a plena harmonia;

Carregavas e eu nem percebia em tuas mãos um cristal muito frágil, a desigualdade,
Para nosso infortúnio, quem sabe muito mais para nosso bem sangrou a tua falsidade,
Modificou-se com isto nossos olhares, temporariamente o desejar do mesmo conviver,
Sendo necessário novo diálogo, um repensar para quem sabe, como da cinza renascer;

Assim se fez, cada qual se permitiu ouvir, entender, compreender, sobretudo perdoar,
O equilíbrio restabeleceu as novas atitudes e a plenitude encontrou o seu caminhar,
Voltamos a ser felizes, livres da distancia, plenos de prazer, libertos de qualquer torpor,
Prevaleceu assim verdade, a honestidade pela construção e vitória do sentimento amor.






Sem Reflexo...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 23/janeiro/2010


Subtraio-me da própria vida em total solidão,
Refaço meus caminhos e no final me vejo perdido,
Quem eu amei, quem gostei, até quem se diz inimigo,
Todos me esqueceram, partiram de meus olhos,
Contudo permanecem em minha mente quase irracional;

Há dores presentes de luto, mas que não consigo me livrar,
Há alegrias presentes que guardo, que faço de tudo por não perdê-las,
Apesar de tudo ainda sou metades que não se fazem inteiras,
Ora as marcas do viver fazem por me perder em lágrimas,
Ora as marcas do viver fazem por me renascer em risos;

Meu corpo hoje é impregnado das peles que o tempo permitiu conhecer,
Vez ou outra nem lembro da capa presente que me reveste,
Há parte de ti, de outrem, nenhuma esqueço, quase uma simbiose,
Sendo assim, nem sei dizer por vezes quem eu mesmo sou,
Sei que sou fragmentos de seres que compartilharam suas emoções;

Porém, os meus sentimentos não foram e não são completos,
De cada qual na partida levou o essencial que havia em mim, o amor,
Restaram-me as sensações que distorcem lentamente meu dia-a-dia,
Nem consigo mais ver meu próprio reflexo, nem meu próprio eu,
Vejo sim os [eus] que hoje quase me enlouquecem querendo ser meu reflexo.






Ao te conhecer, Ao te perder...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 07/abril/2008


Quantas, quantas vezes me deixei trair pelos meus sentimentos,
Quando me dava à conta do que imaginava, já era tarde,
Não havia mais como alterar, e a pergunta ficava a me questionar:
Como alguém que busca amar e ser amado, o que será de mim amanhã?

A resposta sempre ser a mesma... Um vazio sem horizonte,
Vivia na solidão, confesso perdido no abandono,
Esperando pela chance da almejada felicidade,
Independentemente fosse pela proximidade ou da longitude;

Por insistência da vida, que em mim habita, nunca desisti,
E foi como quase uma "benção" que recebi um presente,
Ao som de pássaros numa tarde de sábado o teu sorriso sincero,
Ofertei um abraço espontâneo, recíproco que tocou n'alma;

Horas d'uma conversa quase sobre tudo e sem pressa,
Cada qual querendo conhecer o outro, identificações,
Desejos escondidos nos olhares, revelados nas palavras,
Mãos impacientes querendo sentir na pele;

Aceitações, verdades para uma mesma permissão,
Atitude! Um jantar, um convite, o aceite...
Olhos que brilhavam em reciprocidade, em plena paz,
Sonhos que ganharam a oportunidade da realidade;

Assim o tempo cumpriu o seu papel, nos aproximar...
Uniu dos corações solitários numa mesma sensação,
Mostrou o mesmo caminhar, ofertou antes de tudo respeito,
Renascer no corpo o prazer do sentimento gostar;

Porém, tudo neste viver possui um período temporal,
Transparência entre as partes não foi homogênea,
Parte abdicou do real para realmente amar,
Parte permaneceu em medo e preferiu se enganar;

No fim o que restou foram "cacos" do cristal,
A espera da explicação, da coragem que não houve,
A vida não espera, nem tão pouco entende, apenas deixa dores,
Ficará a marca pela cura que com o passar trará a cicatriz;

Lembranças prevalecerão de tempo em tempo na mente,
O cérebro não apaga o que se viveu, faz apenas por esconder,
A saudade é autoritária, não admiti receber ordens,
O que me restará será novamente a mesma pergunta;

Como alguém que busca amar e ser amado, o que será de mim amanhã?
Não havia mais como alterar, e a pergunta ficava a me questionar,
Quando me dava à conta do que imaginava já era tarde,
Quantas, quantas vezes me deixei trair pelos meus sentimentos...





Tuas Atitudes...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
.....
Adivair Augusto Francisco - Kilamba
Concebida em: 15/abril/2009


Ages tu em atitude estranha, tanto mistério em teu semblante,
Acredite, fostes capaz de provocar em mim um olhar tão relevante,
Fazes assim por compactuar ou digladiar  com teus sentimentos?
Queres libertar sensações de alegria ou apreendimentos!

Porquanto saúdo, apenas os
                                                                            prantos
encantos doutras paragens,faz
                                                                                                       as quais por imagens
atormentam
minhas entranhas,
neurais
acalentando
estes "flahes"
reverberantes
no auscular
da onipresente
saudade.

Crio pensamentos confesso, não sei se por curiosidade que me faz insistente,
Acredito não ser repulsa, mais provável a dúvida que se faz ser intrigante,
Sei que não lhe cabe revelar tuas atitudes, porém, creio que há de confiar,
Somatizar, seja na pele física, muito mais na pele d'alma, é duplamente definhar;

Compactuo-me
nesta busca assaz
frenética,
deixando versas
sem a métrica
desdenhada,
pois este canto
faz-se ofegante
fundeado neste píer,
estacionado nesta gare
vendo o teu semblante,
irradiante.

Lamento pela minha falta de respostas, eu carrego em meus lábios frases incompletas,
O silêncio primeiro ecoa do que mais tens medo, fugir ou encarar a verdade, certas,
Restar-me-á ser ouvinte de lamúrias ou felicidades, pois sei não ser tua cara metade,
Só o tempo responderá, enquanto isto razão e emoção lhe esvai na inverdade;

Penso...
em paradoxo,
o instante.
Quero libertar-me das lembranças,
com alegria
ou arrepender-me por caminhar ao teu lado.
Estou a digladiar...





Palavras Sinceras...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 25/maio/2004


Como poderia eu enganar-lhe, estaria enganando a mim,
Estaria eu sendo um traidor dos meus próprios princípios,
Estaria fugindo do que mais busco, felicidade...
Renegando alegrias e dores, risos e lágrimas;

Sei que o gostar trás consigo medos, expectativas,
Sei também que quanto mais procuramos fugir é inútil,
Acreditamos controlar nossos sentimentos, sermos imunes,
Pensamos que o outro é que sofre, nunca passaremos por isso;

Conheço bem das perdas que você me conta,
Conheço como ninguém as minhas cicatrizes,
Sei a que me faz ainda sofrer, aquela que não tem cura,
Mas sou feliz, aprendi, compartilhamos a vida a dois;

Novamente o destino se abre para os meus sentimentos,
Numa madrugada ofertou-me o prazer da tua companhia,
Prepara-me para novas experiências, alegrias e dores...
Oferta a você as mesmas oportunidades, dá-nos a permissão;

Enfrenta ao meu lado este desejo chamado gostar,
Compartilhemos as sensações que estão por vir,
A paz, a harmonia, a beleza do brilho de nossos olhos,
Faz-me ser a pele da tua pele a cada madrugada.






Uma Mesma Verdade...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 15/maio/2007


Peço que dê a mim a chance de revelar a ti meus sentimentos,
Para tanto eu necessito que você olhe dentro dos meus olhos,
Absorva lentamente cada palavra proferida pelos meus lábios,
Só assim será capaz de saber o que você significa para mim;

Entenda o quanto é importante que eu seja transparente, verdadeiro,
Entenda o quanto é fundamental que este desejo seja recíproco,
Possamos assim consolidar o alicerce do relacionamento, da convivência,
Sejamos constantes, presentes, sejam também cientes da distância;

Porém, que nunca façamos desta suposta distância a barreira do viver,
Seja entre ambos, constante a superação das dificuldades, qualquer uma,
Liberto de rancores, mágoas ou sensações que definhem o gostar,
Façamos sim, do amor, eterno enquanto dure, cada dia um início;

Que cada qual, ciente de seus defeitos e qualidades ofertem a honestidade,
Que cada qual, dentro das suas alegrias, possíveis tristezas, compartilhe-as,
Sejamos cúmplices, companheiros, amigos-amantes, nas dores, no prazer,
Que a saudade traga em nós a benção da união, nunca o amargo da solidão;

Entrelaçar nossas mãos na comunhão tempo-destino, n'alma a paz de espírito,
Que nossas vidas possam constituir um único caminho de confiança e amor,
Nas bençãos do Ser Supremo partilhar as sensações de vitória e Fé,
Que quando nossos lábios se tocarem seja a realização do amor real que buscamos.





Tu...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 17/junho/2006


Lembras por meus lábios quantas palavras já foram proferidas,
Porém, esquecestes das sensações jamais demonstradas,
Desejos revelados entre sobressaltos, apenas por metade,
Da metade que anseio, silêncio, medo, tudo verdade;

Carregarei pergunto eu, ou quem sabe, ambos alguma culpa?
Entrei sem querer na tua vida!...
Quanto penso que pode ter sido tudo ao contrário,
Quem não dirá a nós, simplesmente artimanha do destino:

Sobrevivo da constante dúvida que em mim se instalou,
Quanto a ti acredito ser pela insegurança de um novo gostar,
A intenção de ofertar amizade sem que se transforme em amor,
Creio que tu não tens consciência que a felicidade é efêmera;

Sabes e aceitas que meu gostar esvaia-se entre teus dedos,
Ficará entre nós como lamento com o passar do tempo solidão,
A dor do arrependimento que corrói o corpo, quem dira n'alma,
Caminhos que se cruzaram, vidas jamais...




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