"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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sábado, 20 de novembro de 2010

Espaço Poesia 7 - [Lázara J. G. Wonrath... Heloísa Cecília Pavan... Maria B. L. Della Torre... Maria Lucia Nascimento Capozzi... Silvia Segato... Bêne Barichelo... ]

Espaço Poesia


[ ... Aqui os[as] amigos[as] tem o seu espaço... ]


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Paineira
Lázara J. G. Wonrath


Paineira florida
enraizada, colorida
frondosa, habitada
muitos passarinhos
ocultos ninhos...
A menina faz casinha
nascem os passarinhos
ela brinca sozinha
sob a paineira florida...
Voa em pensamentos
cata flores, cacos, tijolos
vive felizes momentos
contempla o velho monjolo...
Da paineira, flores caindo
a garota brincando
os cães latindo
o gado mugindo
galinhas ciscando...
Tudo é natureza
a paineira florida
a pequena brincando
os cães latindo
o gado mugindo
galinhas ciscando...
Homens vão chegando
do trabalho pesado
no distante roçado,
é a natureza alegre
a florida paineira
e a vida passando...





Palavras enquanto caminho
Heloísa Cecília Pavan


Passos alados

laços trocados

trocados passos

alados laços

carinho

ninho

laço desfeito

refeito

defeito ou perfeito?

carinho

caminho

ninho

vôo de passarinho...






O pote de dores
Maria B. L. Della Torre



Muito cansada da vida,
Não sei mais o que fazer.
As dores me deixam sofrida,
Desconheço alegria e prazer.

De noite eu rolo na cama,
De dia deixo o tempo passar,
Deixei de ter esperanças,
Só sofrer e só penar.

Recordo o tempo passado,
Fico só com meu cismar,
Na memória as lembranças,
Vão e voltam sem cessar.

Tantas coisas já passei,
Nem vale a pena contar,
Muito cansada de tudo,
Não sei sorrir ou chorar.

Se chove, reclamo da chuva,
Se faz sol, clamo do calor,
Nada me atrai mais na vida,
Nem no pão acho sabor.

O mal que trago no peito,
Levou todos meus amores,
Até mesmo eu suspeito,
Que sou um pote de dores.






Outono
Maria Lucia Nascimento Capozzi


Os dias se escoam na areia da ampulheta:
nada se vai, tudo apenas adormece
ao som úmido das chuvas de março
e à luz matizada desses junhos medianos.

Sopram ventos súbitos e em breve
tudo reexistirá como maná invisível
sobre a relva, sobre o deserto
sobre os vales e as planícies de mim.

As coisas lentamente se enraizam
sob os pés e rumam ao silêncio:
recolho o gesto da folha caída
para que a poesia possa dar nome
aos sentimentos guardados neste outono
que busca e crê nas primaveras...






Seu olhar
Silvia Segato


Seu olhar

espelho d'alma

luz que irradia

brisa que afaga

perfume da noite

sabor de hortelã

gosto de flor

cheiro de chão

no azul cristalino

íntima sedução

pontos de luz

cristais da manhã.





Saudades de amor
Bêne Barichelo



Ouves através do vento
minha mensagem de amor?
No canto dos pássaros,
sentes minhas mãos
que acariciam teus cabelos?
Sonhas nas manhãs
que ainda somos um?
Neste amanhecer
a brisa levará no teu despertar
meu beijo de amor,
minha esperança pura
a alegria incontida
na arte de te amar...
Procuro o calor
que emanava de teu corpo,
momento de eufórica felicidade
que em um canto de minh'alma
ficou guardado.
Te amei simplesmente.
Não te ofendas
com minha saudade de amor
que canto neste momento,
enquanto a lágrima
se aninha em meu olhar.
Voa, beijo de amor,
pousa nas asas douradas
do rouxinol que passa!
Leva ao moço moreno
o amor desta alma apaixonada,
eternizando o amor da juventude,
porque te amei mais do que pude...



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