"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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domingo, 17 de outubro de 2010

[Boletim 15] - As Águas do meu Rio... Amor Perfeito... Semear Amor... Teus Olhos... Tudo Mentira ou Verdade?... Insensatez... Eu quis!...


As Águas do meu Rio...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 08/novembro/2005


Com a tua chegada dias destes...
O curso do meu rio deixou de ser o mesmo,
Absorveste para si um pouco d'água que me alimenta,
Deixaste em meus canais a sensualidade de teu corpo;

Banhaste em minh'águas no transcorrer das noites,
Espalhaste teu carinho e afeto em meus afluentes,
Bebeste da límpida água que em mim emana vida,
Fazes hoje mesmo que não queira parte desta água, deste rio;

Acredite, estaremos ligados para sempre...
Mesmo quando o curso do meu rio exaurir,
Ainda sim estarei presente em teus pensamentos,
Provavelmente em alguns de teus gestos pela vida;

Por força do destino unimos nossos cursos d'água independentes,
Transformamos assim nosso vigor, coragem e determinação,
Reviramos sonhos, desejos, sensações, sentimentos,
Criamos um novo rio ao pactuar das minhas águas as tuas águas;

Partistes para dar conta do rumo da tua própria vida,
Levaste consigo um pouco d'água que me faz vivo,
Voltarás, assim espero para sentir a força do teu rio em meus canais,
Contudo desejo que faças desta água seu alimento de experiência e respeito,
Sobretudo na vida, pela natureza, pelas pessoas e por mim que te amo.

. . . . . . . .


Amor Perfeito...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 05/setembro/2010


No início realmente acreditava no amor...
Via-o perfeito, harmonia e respeito,
Tudo conspirava pelo relacionar, o enamorar,
Estivéssemos juntos ou na distância;

Mas o tempo e a vida nos roubam a venda dos olhos,
Salutar em alguns momentos e situações,
Assim fez comigo, trouxe-me a lucidez,
Ofertou a razão que compreendeu ao teu jogo;

Sangrei n'alma, quantas lágrimas do corpo físico,
Vi estilhaçar meu castelo de vidro sem o teu gostar,
Cegar-me a visão com tuas infâmias e blasfêmias,
Feriu-me na pele não ser onipresente em teus pensamentos;

Contudo, alegra-me a tua máscara ter se quebrado,
Consola-me as verdades que eu mesmo descobri,
Amarga-lhe sei, a tua covardia e o arrependimento,
Quisestes em demasia, nem tivestes amor, nem perfeito.


. . . . . . . .


Semear amor!...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 06/abril/2010


Meu vôo pelos sentimentos faz-se uma oferta solitária,
Viajo de coração em coração, contudo sem pousada,
Nenhum me aceita na sua morada em definitivo,
Quando percebo já voltei à etapa inicial, solidão;

Restam sim as lembranças que ofertaram alegrias,
Sucumbem-me as dores presentes da saudade,
As perguntas sem as suas devidas respostas,
Caminhos desfeitos, cada qual no seu rumo;

Ficam sim, partes divididas, o que se leva e o que se fica,
Sensações que apenas pareciam reais,
Escondidas no desejo da felicidade que esperava ser mútua,
Asfixiadas pelo destino e pela decisão de outrem;

Recomeçar é o lenitivo que pouco a pouco me envelhece,
Faz-me ver o quanto sou um ser sozinho, uma ilha deserta,
Floresce em mim a vida, as emoções, carinho e afeto,
Contudo, não há quem semeie o bom fruto, amor...

. . . . . . . .


Teus Olhos...
[Liberdade ou Prisão]
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 18/junho/2004


O que fazes comigo, enfeitiça-me?
Explica-me!...
Nem eu sei como isto me acontece,
Faltam-me as respostas,
Meus lábios emudecem;

Já é tarde quando a razão me alerta,
Sei que me permiti fazer parte desta sedução,
Basta a mim...
Teus olhos, um simples olhar,
Ao teu lado não há em mim resistência;

Meus pés perdem a firmeza do chão o qual piso,
Tenho o som da tua voz em meus ouvidos a me comandar,
Trai-me discaradamente o gostar...
Um sentimento o qual renego,
As sensações, as emoções, esta que acredito poder fugir;

Em mim, o que existe é apenas muita covardia,
A coragem a qual preciso só se revela através de versos,
A realidade faz de mim uma pessoa tola e sonhadora,
Ciente da dor e das cicatrizes que devo carregar.

. . . . . . . .



Tudo Mentira ou Verdade?...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em:  16/outubro/2008


Há momentos que necessito tanto libertar meus segredos,
Insuficientes são as quatro paredes que aparentemente me protegem,
Não há mais labirintos entre os caminhos ínfimos que percorro,
Existe apenas a obediência pela sobrevivência sadia;

Não tenho a companhia de carne e osso que tanto almejo,
Nem a ela eu fui suficientemente capaz, cada qual vive seu mundo,
Não que com isto eu lhe tenha ignorado, afastado do meu viver,
Vivemos juntos na distância da parte que não se permiti;

Já não me basta as músicas que ouço madrugada afora,
Já não comando mais meus pensamentos, hoje me atormentam,
Nem sonho mais com o amor que tanto idealizei, amadureci,
As marcas da vida, as lágrimas das dores, são reais, o amar não;

Estarei aqui amanhã, como tenho convicção que depois também,
Meu estar neste mundo é longo, verei, escreverei, serei um livro aberto,
Sobreviverei tal como tenho feito por anos afio, meu tempo é único,
Não há intenção de interrompê-lo, prefiro o carma terreno ao inferno;

Consola-me as horas que obtenho a paz das minhas loucuras,
O espaço-tempo que meus olhos nada vêem, meus ouvidos nada ouve,
O sonho que transforma minhas frustrações em harmonia,
Os medos que se revelam, mas por sorte eu sei que é imaginação tardia;

Não carrego rancores, destitui-me de ódios, sobretudo da materialidade,
Curo à medida que compreendo minhas cicatrizes, uma ou outra ainda sangra,
Lembranças me acompanham não são de hoje, sou um baú de acontecimentos,
Poucas são as verdadeiras que insisto em venerar, conto-as nos dedos;

Existe apenas a obediência pela sobrevivência sadia,
As marcas da vida, as lágrimas das dores, são reais, o amor não,
Os medos que se revelam, mas sei que é imaginação tardia,
Há momentos que necessito tanto libertar meus segredos...

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Insensatez...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 18/setembro/2002


Perdestes o limite da tua sinceridade...
Esquecestes de pensar em meus sentimentos,
Falastes da tua angustia achando assim estar livre,
Feristes a mim e a você ao mesmo tempo;

Perdestes o limite da tua sinceridade...
Pensastes apenas no que estava sentindo,
Pusestes a falar como se não tivesse emoções,
Matastes minh'alma com tuas palavras;

Transferistes para mim culpa e desejo,
Renegastes tuas próprias sensações,
Buscastes um salvo conduto para tua dor,
Livrastes o coração dos conflitos, tolo engano;

Transferistes para mim culpa e desejo,
Calastes meus lábios definitivamente,
Imaginastes agir na certeza da razão,
Enganastes completamente, igualmente morremos.

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Eu quis!...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 04/agosto/2003


Eu quis aprender a gostar de você...
Fiz por acreditar sentir-me uma pessoa desejada,
Enganei-me!...
Por querer ser feliz demonstrei minha fraqueza;

Um olhar doce e envolvente,
Um sorriso ingênuo cativou meus ohos,
Fui capaz de compartilhar meus sentimentos,
Iludi-me acreditando estar livre da solidão;

Não houve retorno ao meu carinho,
Recebi indiferença, palavras perdidas...
Um gesto como de obrigação, nem sinceridade,
Ficou em mim apenas culpa;

Quis ser feliz e dividir prazeres,
Transformar medos comuns em coragem,
Descobrir afinidades, cumplicidades,
Ofertou a mim o silêncio e a distância.

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