"Aqui se 'vive' e se 'respira' poesia... Faça parte deste espaço, siga-nos...

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

[Boletim 11] - De porta em porta... Como se fossemos pai e filho... O Inquilino... Amor de Máscaras...




De porta em porta...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 13/maio/2010


Meu vôo pelos sentimentos é solitário,
Viajo de coração a coração, sem pousada,
Nenhum me aceita em definitivo,
Quando percebo já voltei à solidão;

Restam as lembranças que ofertaram alegrias,
Sucumbem-me as dores da saudade,
As perguntas sem as suas devidas respostas,
Caminhos desfeitos, cada qual no seu rumo;

Ficam sim, partes divididas, o que se leva e o que se deixa,
Sensações que apenas pareciam reais,
Escondidas no desejo da felicidade mútua,
Asfixiadas pelo destino e pela decisão de outrem;

Recomeçar é o lenitivo que me envelhece,
Faz-me ver o quanto sou sozinho, uma ilha deserta,
Floresce a vida, as emoções, o amor,
Contudo não há quem semeie o bom fruto.

. . . . . . . .




Como se fossemos
Pai e Filho...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 07/dezembro/2005


Por um tempo foste perante a minha pessoa tão próximo,
Tal qual o filho que tanto desejei e não tive este privilégio,
Ofertávamos nossa amizade, a convivência, afeto e carinho,
Troca de idéias, conselhos e confidências, aprendizados;

Um amor verdadeiro, como se fossemos pai e filho,
Um tempo único que quase cotidianamente ambos compartilhavam,
Entre as brincadeiras, também as conversas sérias, ambos cresciam,
Lentamente formando um vínculo de compreensão e respeito;

Mas a vida é uma grande incogníta, não somos detentores das respostas,
Cabe encontrar a compreensão, não sabemos dela nada além do dia que se vive,
Sendo assim tivemos, temporariamente, o nosso contato interrompido,
Pelos ditames do destino cada qual precisou seguir seu caminhar;

Nem por isso os sentimentos foram esquecidos ou de minh'alma roubados,
Continuas presente e forte nas minhas lembranças, estás no meu coração,
Faz-me recordar com constância dos bons momentos de prazer e alegria,
Serás sempre real aos meus olhos e na minha vida enquanto for vivo;

Verei-te como ao filho querido, mesmo que saiba que não és do meu sangue,
Ofertarei sempre meu amor incondicional, a mão amiga da solidariedade,
Viverei sabendo que nunca haverá quem me chamará de 'meu pai',
Terei a convicção que mesmo sendo o amigo, aos teus olhos me vê como um pai.

. . . . . . . .




O Inquilino...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 30/novembro/2005


"Foi um gato preto, de pêlos brilhantes e lindos olhos amarelos que me escolheu para alimentá-lo e assim eu o fiz enquanto permaneceu comigo"


Ficarás em mim por vários dias a tua ausência,
Estarei a ouvir o teu chamar diário,
A tua chegada calma e sorrateira,
Teu olhar indiferente e analítico,
A presença física que só será lembrança;

Com a tua partida compreendi as tuas 'sete vidas';
A primeira vida, a que lhe deu a origem - nascimento,
A segunda vida, a que lhe deu o crescimento - tempo,
A terceira vida, a que lhe deu o ensinamento - a liberdade,
A escolha da forma de olhar a vida;

A quarta vida, a que lhe deu as atitudes - instinto,
A quinta vida, a que lhe deu o discernimento - livre arbítrio,
A sexta vida, a que lhe deu as forças para sobreviver - astúcia,
A sétima vida, a que lhe deu a oferta da resignação - morte,
Para renascer eternamente na mente de quem lhe ofertou afeto;

Encontraste o seu local de carinho, sem espaço de paz,
Foi um convívio curto e passageiro, mas amei...
Curti o carinho, mesmo que às vezes hostil,
A presença marcante e livre, independente,
Saudade que ficará em meus pensamentos,
O laço de amizade entre homem e animal.

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Amor de Máscaras...
Celso Gabriel de Toledo e Silva - Cegatosi®
Poeta de Luz® - Arquiteto de Almas®
Concebida em: 05/julho/2010


Cansei-me de aguardar uma atitude que sei não haverá,
Há limite para minha complacência, sei quando tudo acabou,
Fui a ti, amigo, amante, companhia presente e transparente,
Fostes para mim muito mais pessoa amiga que amante, nem cúmplice,
Dúvidas quanto à tua fidelidade e respeito eu sempre as terei,
Transparência eu posso afirmar com certeza de que nunca ofertastes;

Usavas de palavras e farsas mal idealizadas que rapidamente se desmanchavam,
Enganavas apenas a ti mesmo com tuas tolas mentiras e fracas convicções,
Feria sim, a mim, através dos meus sentimentos e assim fazia sem piedade,
Usava do subterfúgio da distância para pouco ao meu lado estar,
Desculpas e mais desculpas que me relatavas impedido-me de ir até você,
Sensações que não sabias compartilhar comigo quando juntos estávamos;

O tempo pode ser generoso, contudo também sabe a hora de ser implacável,
Foi comigo ao fazer com que o pano negro da ilusão fosse retirado dos meus olhos,
Ofertou a claridade e a compreensão dos teus gestos e das falsas atitudes,
Perdeste-se no palco próprio das tuas mentiras, sem expectadores, nem vaias,
Restou-lhe provar do próprio veneno que a mim administrava gota a gota,
Compreender tarde demais que o feitiço derrotou o seu criador;

Nada a ti restou: nem afeto, nem carinho, nem amizade, muito menos amor,
Teu único consolo será o de se esconder em tuas falsidades e amargar a solidão,
Hoje faço por arrancar de meu corpo o sabor da tua pele que me entorpecia,
De você recebi mesquinhez, dores físicas e emocionais, constantes lágrimas,
Hoje faço por seguir meu caminho, nem lhe carregando como passado,
Pois sei que o que lhe ofertei foi puro, verdadeiro e sincero, não amor de máscaras.

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